domingo, 19 de março de 2017

Dragão Sem Asas Para Voar

É ainda a quente e na ressaca de um resultado muito difícil de digerir que escrevo este post.

Falhamos! Falhamos na hora H, quando menos podíamos falhar e na pior ocasião possível. Muitos não acreditavam que alguma das equipas perdesse pontos até ao clássico e não só se perderam pontos como, lamentavelmente para nós, perdemos também.

Mas vamos ao jogo.
De levar as mãos à cabeça
No habitual esquema tático e com Corona a regressar após lesão para o lugar do castigado André A., os primeiros minutos trouxeram duas coisas no imediato: um FC Porto nervoso e a acusar a pressão de ascender ao primeiro lugar e um Vitória de Setúbal sem vergonha, que não olharia a meios para alcançar um resultado positivo.
Com o decorrer do tempo o nervosismo azul e branco dissipou-se, mas o mesmo não se pode dizer da pouca vergonha sadina, que a cada minuto que passava aumentavam os caídos no relvado.

A subir cada vez mais na partida, o FC Porto ameaçava e por duas vezes podíamos ter-nos adiantado no marcador mas o poste e, mais tarde, o jogador adversário em cima da linha negaram o golo azul e branco.
Marcar na primeira parte era importante, assim evitava-se uma equipa ansiosa no segundo tempo e a errar com a pressa de resolver o jogo rapidamente. Entrava o jogo nos descontos do primeiro tempo e o FC Porto inaugurava o marcador.
Parecia que o mais difícil estava conseguido, mas afinal não.

O segundo-tempo trouxe uma equipa adormecida, ao invés da procura pelo segundo golo e consequente tranquilidade, viu-se um FC Porto que já não se via há várias jornadas, baixar o ritmo e aos 11' da segunda parte o jogador Vitoriano silenciou um Dragão que não se cansou de puxar pela equipa.

Daí até final foi ver o tempo correr, e o anti-jogo dos visitantes cada vez mais forte. A segunda-parte, fruto da necessidade de chegar ao golo a todo o custo foi jogada mais com o coração do que com a cabeça, e a qualidade exibicional foi menor que aquela que se assistiu no primeiro tempo. Nos minutos finais NES, sem medo e em desespero, arriscou tudo mas o nulo manteve-se.

Depois de jornadas a fio a morder os calcanhares ao principal rival, vacilamos como nunca podia acontecer e não mostramos estofo de campeões. Quando mais que nunca era preciso manter a série de vitórias, empatamos. Quando mais que nunca era preciso um Soares a marcar há vários jogos consecutivos, esteve apagado.
O Dragão não teve asas para voar e a subida ao primeiro lugar acredito que tenha apenas sido adiada.

A desilusão por esta altura é enorme, principalmente depois de várias jornadas a ouvirmos que "ainda não estamos onde queremos estar", e de facto não estavamos mesmo onde queríamos, mas quando surge a oportunidade de tomar de assalto o 1º posto desperdiçamos em nossa casa perante 50.000 adeptos a oportunidade. Uma chatice!

Ir à Luz com um ponto de desvantagem mas porque nenhuma das equipas havia cedido pontos, é diferente de ir à Luz com menos um ponto porque desperdiçamos a oportunidade de subir ao primeiro e, quer se queira ou não, este empate foi uma vitória para eles, e serviu-lhes de balão de oxigénio.

Independentemente deste percalço, não se pode apagar a equipa que vimos nos últimos nove jogos, o futebol praticado e a raça que demonstraram.
Fizemos um pequeno desvio na estrada para o título mas nada que não pode ser recuperado na próxima paragem: Luz. Se tem de ser em casa deles onde finalmente passamos a estar onde queremos estar, então que seja! Sem medos e com a confiança inabalável.


Destaques:

Dragão (+) - Casa cheia para levar a equipa ao primeiro lugar. Ambiente incrível e um estádio que não se cansou de puxar pela equipa. Mereciam mais. Todos merecíamos mais.

Sem estofo (-) - Na hora da verdade trememos. Aquilo que era quase impensável depois de tanto tempo de perseguição aconteceu. Lamentavelmente temos de lidar e passar ao lado da situação porque na próxima jornada temos nova oportunidade e, desta vez, não se aceitam desperdícios.  

Visitante (-) - Chegou a ser ridículo o anti-jogo praticado pela equipa que visitou o Dragão, a começar pelo seu guarda-redes que desde o primeiro minuto que mostrou não ter qualquer problema em passar o tempo deitado no chão. Sem palavras.
Tivesse este jogo acontecido com a equipa das bandas da Luz e já só se falava na famosa mala, como foi connosco é vê-los criticar até os descontos dados pelo árbitro. À semelhança do Setúbal, sem qualquer tipo de vergonha na cara.

terça-feira, 14 de março de 2017

"Velha Senhora" Leva A Melhor Sobre Juventude Portista

Está fechada a história do FC Porto na edição 2016/17 da Champions League e, triste sina a nossa, de novo com menos 1.

Sabíamos de antemão que a tarefa levada na bagagem para Turim não era nada fácil. O FC Porto corria não só contra a história (que vale o que vale), mas também contra um adversário que está na linha dos favoritos a vencer a competição.
Um golo portista faria sonhar a algo bonito, infelizmente tal não se verificou.

Os Dragões entraram com a matéria estudada, a pressionar alto conseguiam impedir que os italianos se aproximassem da baliza de Casillas contudo, no capítulo ofensivo as dificuldades da 1ª mão continuavam. Pese embora as boas ideias para anular o jogo dos italianos, lá na frente o FC Porto não conseguia criar perigo para colocar em sentido a "velha senhora".

 A realizar um jogo melhor que aquele que presenteou os seus adeptos no Dragão nem tudo foi diferente do primeiro jogo e Maxi Pereira que o diga. Depois de Alex Telles na Invicta, foi a vez do Uruguaio deixar reduzidos a 10 os comandados de NES e, como se os italianos precisassem, com direito a penalti.
Dybala não desperdiçou e colocou na frente a equipa da casa.

Se à partida a eliminatória já estava muito complicada, ainda mais se tornou com o golo do argentino. Com 3-0 na eliminatória controlar da melhor maneira e minimizar os estragos era o que se pedia e assim aconteceu.

A segunda parte trouxe um Porto que até deu melhor réplica que o da primeira e o melhor elogio que se pode dar é que pouco se notou que estava reduzido a 10, tendo mesmo criado as melhores ocasiões nesta condição: primeiro por Soares e, mais tarde, por Jota.

Outra vez com 10?
O jogo terminou com a derrota e consequente eliminação do FC Porto. Tudo somado jogamos com 10 mais de 90 minutos o que não deixa de causar algum amargo de boca por aquilo que podia ter acontecido 11 contra 11 mas, como sabemos, o futebol é assim mesmo.

O foco virou-se, agora, a 100% para o campeonato e foi de cabeça bem erguida que saímos do Juventus Stadium e com a confiança bem renovada no momento que atravessa esta equipa e aquilo que pode dar até final do campeonato e isso é o que mais há a destacar após este jogo.


Destaques:

Superioridade na inferioridade - Foi a jogar com 10 que o FC Porto deu melhor réplica de si, ainda que beneficiado pelo baixar de ritmo dos italianos, não deixa de ser merecido o destaque ao futebol que praticou a equipa de NES na condição de inferioridade numérica, tendo mesmo criado duas belíssimas oportunidades para fazer golo ao veterano Gigi Buffon.

Apoio incondicional - Fantásticos os adeptos que viajaram até Turim com a equipa. Incansaveis de início ao fim independentemente do resultado e o que isso significava. Somos, sem sombra de dúvida, muito grandes!

domingo, 12 de março de 2017

Quatro Machadadas Que Valem a Liderança

Em terra dos famosos passadiços o FC Porto aproveitou para mais um passeio no campeonato. Liderado por Brahimi e embalado pela grande falange de apoio os azuis e brancos espreitam mais uma vez uma escorregadela do rival.

Foi um FC PORTO em grande momento de forma aquele que o FC AROUCA teve o azar de defrontar em mais uma jornada da LIGA NOS. Com uma alteração em ralação à “chapa 7” perante o CD NACIONAL, NUNO espírito santo fez avançar MAXI pereira para o lugar de miguel LAYÚN, mantendo no onze ANDRÉ ANDRÉ e a dupla atacante ANDRÉ SILVA e SOARES.

Desde cedo, a equipa portista mostrou que não estava para facilitismos, mas sim, para subir à liderança provisória da liga, alcançamdo na mesma prova a 9ª vitória consecutiva, e tratou ainda na primeira parte arrumar com essa questão, engolindo por completo a equipa arouquesne. Defensivamente imponentes, DANILO pereira, ÓLIVER torres e ANDRÉ ANDRÉ foram incansáveis na recuperação de bola, entregando depois para a dupla yacine BRAHIMI e SOARES o restante protagonismo. 

Com naturalidade, o FC PORTO chegaria à vantagem ao fim do primeiro quarto de hora com DANILO a responder da melhor forma a um livre cobrado pelo argelino. Logo a seguir, e ainda a equipa de MANUEL MACHADO digeria o golo, SOARES, isolado por BRAHIMI e perante rafael BRACALI, acertava no poste falhando assim a possibilidade do 0-2. No entanto, o brasileiro não demoraria muito a fazer aquilo que faz de melhor e, meio com a cabeça, meio com o ombro, acabou por, a passe de ÓLIVER, fazer o 2º golo e pôr um ponto final na partida ainda antes da meia hora.


Com a partida praticamente decidida e equipa de NUNO desacelarou para o segundo tempo. Ainda assim, a gestão foi sempre feita com a bola longe da baliza de iker CASILLAS, que já soma 16 jornadas com a baliza inviolável, dando mesmo com alguma naturalidade, e passividade da equipa visitasa diga-se, para ampliar a vantagem. Diogo JOTA, lançado para o lugar de ANDRÉ SILVA, e assistido por BRAHIMI – quem mais poderia ser - voltou aos golos e fez o terceiro da partida e já sobre o final, com OTÁVIO e com JOÃO CARLOS TEIXEIRA em campo, MAXI que viu o amarelo que permite a utilização na LUZ, serviu SOARES para o quarto golo e nono do brasileiro em sete jogos.

Os dragões assumem assim a liderança da liga, ainda que provisória e pressiona mais uma vez os encarnados para o derby com o CF BELENENSES, isto a duas jornadas do clássico do estádio da LUZ. O melhor momento da época da equipa de NUNO tem agora novo episódio em Turim onde, apesar de todas as dificuldades, se espera uma grande noite.

DESTAQUES IN Defesa - São 450 minutos consecutivos na liga sem sofrer golos. E desta vez sem que CASILLAS tivesse uma defesa digna de registo. Brahimi - Motivado e de cabeça limpa o argelino é um caso sério. Mais duas assistências e um par de lances em que deixou ANDERSON LUIZ de rastos.
Soares - São 9 golos em 7 jogos e é já uma certeza neste FC PORTO. Apoio - O jogo foi em Arouca mas pelo apoio parecia que jogavamos em casa. Assim torna-se mais fácil.









por Fábio Daniel Azevedo,
Muralha Azul

domingo, 5 de março de 2017

À Moda Antiga. Foram 7!

Jogo de sentido único. Foram sete, uma goleada à moda antiga que deixa qualquer adepto de sorriso estampado no rosto.

Numa partida que se estendeu até à meia hora de jogo com poucas oportunidades, foi o remate de Óliver Torres que abriu caminho a uma noite recheada de golos azuis e brancos.
Jogos destes são fáceis de analisar, só uma equipa jogou futebol, um domínio intenso que se materializou num grande resultado, o que nem sempre acontece.

Primeiro foi o médio espanhol e ainda antes de acabar a primeira parte foi a vez de Brahimi fazer o gosto ao pé, levando o FC Porto para os balneários a vencer tranquilamente com Casillas a ser um mero espectador.
O segundo tempo iniciou-se ao ritmo que terminou o primeiro, André Silva fez o primeiro de dois golos na partida e dilatou para 3 golos a vantagem portista, numa jogada onde salta à vista o passe açucarado de Oliver para André André que viria a assistir o autor do golo.

Se há jogos em que a equipa após construir um resultado aceitável abranda o ritmo e tira o pé do acelerador, este não foi um deles. Com três a zero a intensidade e busca pela baliza contraria manteve-se e assim se explica o dilatar da vantagem para números muito expressivos.
Soares, como não podia deixar de ser, fez o 4º e Layún que no jogo de ontem substituiu Maxi fez o 5º com um livre exemplarmente cobrado.

Ainda haveria tempo para o 6º e 7º golos apontados pelos homens mais adiantados no terrreno acabando os dois por bisar. Soares e André Silva fecharam a contagem em sete bolas a zero, uma "porrada" como disse o treinador do Nacional na flash interview.

Em 4-3-3 como alinhou o FC Porto frente ao Boavista ou em 4-4-2 como entrou em campo com o Nacional, os azuis e brancos têm-se vindo a desdobrar com prestações interessantes de há um tempo a esta parte, em um ou outro sistema tático consoante o adversário e a estratégia de jogo implementada pelo treinador, o que é um aspeto muito positivo independente da opinião de cada um sobre qual o melhor sistema para os propósitos da equipa.

Neste momento, o FC Porto de NES respira confiança e se se podem apontar vários defeitos ao treinador, o maior dos elogios foi a união que construiu dentro deste plantel e que em muito vem contribuindo para o atual momento, mesmo quando a equipa não respondia com as melhores exibições dentro das quatro linhas. Com mais ou menos percalços Nuno vai levando a sua equipa na rumo que se pretende.

Destaques:

Óliver Torres - A juntar ao golo apontado, no único remate que fez, o espanhol criou uma ocasião flagrante, fez três passes para ocasião, acertou 90% dos passes que realizou e colocou a bola sete vezes na área contrária. Óliver Torres teve também um papel crucial a defender, totalizando quatro desarmes e 12 recuperações de bola. 

Soares - Novo jogo e mais dois golos do jogador vindo do Guimarães. É incrível o que conseguiu acrescentar à equipa. São cinco o número de jogos seguidos a marcar. Para além disso, somou dois passes para ocasião.
Magia Argelina

Brahimi - Mais uma exibição de encher o olho por parte do argelino, com um golo, um passe para ocasião e 16 duelos disputados, dos quais venceu dez. Negativamente, destacam-se as 19 perdas de bola, algo que facilmente se explica pela iniciativa individual do extremo portista.



Nota final: Aquando do Estoril - FC Porto, foi vê-los falar do vergonhoso lançamento de petardos para o relvado por parte da claque portista. Pediam jogos à porta fechada e aproveitaram para denegrir, mais uma vez, a imagem dos adeptos portistas. Ontem, em Santa Maria da Feira, parecia um festival de fogo de artifício. O que dirão os mesmo do costume? A ver vamos.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Um Xadrez Ganho na Raça

No Derby da Invicta, o FC Porto visitou o Bessa e derrotou a equipa da casa num jogo intenso e muito disputado.

Com estádio cheio e um apoio incondicional dos adeptos portistas, o FC Porto entrou praticamente a vencer. O relógio marcava sete minutos e o cada vez mais inevitável Soares inaugurava a partida.
O brasileiro tem-se tornado peça cada vez mais essencial para a equipa de Espírito Santo, tendo mesmo ontem remetido o jovem André Silva para o banco depois do treinador portista optar por fazer alinhar uma equipa em 4-3-3.

Com Oliver a regressar ao 11 depois de alguns jogos sem ser primeira opção, acompanhado por André André e Danilo, o meio-campo portista apresentou-se com grande equilíbrio e, acima de tudo, extremamente combativo tal como o demonstrou a segunda parte do encontro.

Depois de apontado o primeiro golo, o FC Porto viria ainda a contar com grandes chances de aumentar o marcador, sobretudo a partir da meia hora de jogo.
Brahimi e Soares não aproveitaram e desperdiçaram a oportunidade de retirar ao adversário a ilusão de um resultado positivo.
Não aconteceu e, no regresso para os balneários, mais do que a confusão, ficava a sensação de que era importante ao FC Porto fazer o segundo, ou poderia ter uma segunda parte complicada até final.

Soares cada vez mais essencial
Se no primeiro tempo se assistiu a uma partida aberta e com boas ocasiões de golo, o segundo não lhe seguiu os passos.
A segunda parte ficou essencialmente marcada por um jogo extremamente físico sobretudo pela parte da equipa da casa que, em grande parte das ocasiões, se limitou a "mandar abaixo" qualquer jogador portista, muito por culpa de um árbitro complacente que permitiu que grande parte da estratégia de jogo do Boavista se limitasse a "passa a bola não passa o homem".

Valeu uma equipa de combate do FC Porto que conseguiu segurar o jogo a meio-campo e, ainda que com grandes dificuldades em chegar lá à frente sem acabar no chão, não permitiu espaços à equipa adversária. Ao meio-campo juntou-se uma defesa certinha que, sem erros, manteve longe o perigo da baliza de Iker Casillas.

Quem saiu verdadeiramente prejudicado no segundo tempo foi o espetáculo. O primeiro remate apenas surgiu em cima do minuto 60 e, com 10' para o final, apenas se registava um enquadrado com a baliza.

Destaques:

Espírito de equipa (+) - Uma equipa que na raça levou de vencida esta partida. Foi durinho mas demos conta do recado. Caráter e muito espírito de equipa

Oliver Torres (+) - O médio espanhol foi o portista com mais passes (58), toques na bola (79), duelos (21) e faltas sofridas (6). Teve também um importante contributo na defesa, somando cinco desarmes e sete recuperações de posse.

Boly (+) - A substituir o até então totalista Felipe, o central francês este à altura. Se duvidas houvessem, Boly mostrou ontemm que podem contar com ele. Seguro e sem comprometer alguma vez. Foi o jogador que mais alívios fez (8), somando ainda um duelo ganho, uma intercepção e um desarme.

Nuno Espírito Santo (+) - Ao intervalo foi expulso da partida. Pelo que se viu não pareceu haver motivo para tanto, independentemente disso, gostei da forma como foi ao centro e defendeu a equipa.

Boavista (-) - A equipa do Bessa está a realizar um belo campeonato, segue em 9º mas, o jogo de ontem, foi de uma equipa que não merece o lugar que ocupa. Faltas a todo o momento, algumas delas duras e perigosas, qualquer forma valia para parar os jogadores adversários.

Fábio Veríssimo (-) - Permitiu ao jogador do Boavista continuar em campo após uma entrada dura sobre Corona, expulsou Maxi por acumulação de amarelos sendo que o primeiro por simulação é ridículo. Permitiu o jogo agressivo do Boavista que condicionou toda a segunda parte do encontro.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Mamma Mia!

Esperava-se com grande expectativa o FC Porto - Juventus mas dois minutos bastaram para deitar toda a preparação por terra. 

Num jogo que já se esperava difícil à partida, o FC Porto saiu vergado perante a "Velha Senhora" com uma derrota que torna a passagem à próxima eliminatória uma autentica miragem.

NES fez alinhar um 11 algo conservador. Com dois médios de características mais defensivas como Danilo e Rúben Neves e ainda Herrera descaído na direita, o treinador portista apostava na contenção, acabando por retirar à equipa originalidade que só Brahimi acabaria por poder oferecer, não o conseguindo.

Os portistas até entraram bem e a querer tomar conta das incidências mas ao cabo de 20 minutos e os visitantes começavam a crescer na partida. 
Jogar com 11 frente a esta Juventus já não era tarefa fácil, com 10 ainda mais difícil seria, o que se veria a verificar. Alex Telles, com uma paragem cerebral, colocou em causa em 2 minutos toda a preparação deste jogo.

A entrar com uma equipa de pendor mais defensivo, após a expulsão, mais recolhidos ficaram os comandados de NES.
Aguentar o empate a zero bolas seria um enorme resultado, mas com o passar do tempo percebeu-se o quão difícil seria tal feito.

Os italianos controlavam, ameaçavam e os Dragões não conseguiam construir e muito menos chegar à baliza de Gigi Buffon. Defender e evitar a todo o custo o golo da equipa de Turim foi mesmo o "melhor" que conseguimos fazer, ainda que sem sucesso. 

Layún, que entrou para cobrir o lugar deixado de vago na esquerda por Telles, sacrificando André Silva, deu uma ajuda aos italianos e acabou por assistir com uma "tabelinha" o primeiro golo dos visitantes.

Acabava de passar a repetição do primeiro golo e já o FC Porto sofria o segundo. A partir daí mais nada havia a fazer. 
O jogo terminou com a derrota caseira por 2-0 e as esperanças numa passagem à próxima fase são utópicas. 

Nunca saberemos qual o resultado caso aquela expulsão não tivesse acontecido. Aconteceu e tornou a tarefa azul e branca verdadeiramente hercúlea. 
Acabamos por fazer um mau jogo mas pouco se podia exigir a esta equipa após ficar reduzida a 10 unidades. Lutamos e mostramos caráter, e a ovação do Dragão no final da partida assim o demonstra.

Destaques:
Aquela fot

Gorar das expectativas (-) - Com Casillas de um lado, Buffon do outro e uma série de vitórias deste FC Porto, elevaram as expectativas naquele que poderia ser o resultado e exibição portista nesta noite de champions. Infelizmente nem o resultado nem a exibição foram os mmelhores. Os 0 remates à baliza e 30% de posse de bola são reveladores.

Nuno e as mexidas (+) - SE muitas vezes critiquei a forma como NES mexe na equipa no decorrer do jogo, desta vez só o posso elogiar. Com menos 1 arriscou e tentou procurar a vitória. Diz-se que "a sorte protege os audazes", hoje não foi um desses dias.

Alex Telles (-) - O defesa brasileiro tem sido um dos destaques mais positivos nesta temporada, mas neste jogo errou como não podia acontecer. Depois de levar o primeiro amarelo nunca poderia fazer uma falta logo a seguir e, muito menos, uma entrada daquelas. Uma atitude incompreensível que custou caro.

Dragão (+) - A apoiar de início ao fim o dragão não abandonou a equipa nem quando estava empata, nem estando a perder e muito menos no final da partida.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

A Goleada ao Tondela e o Tom Deles

Nova jornada, nova vitória e mais revolta daqueles que não falam de arbitragem.

O Tondela foi o adversário que antecedeu a receção à Juventus, mas nem por isso o compromisso dos Dragões foi menor. Cumpriram com o que se exigia e, ainda que com muito desperdício à mistura, despacharam a equipa do distrito de Viseu com 4 tentos sem resposta, numa exibição marcada por belos golos que abrilhantaram a noite de sexta-feira.

Com uma primeira-parte onde o FC Porto criou várias oportunidades para se adiantar no marcador, era o guarda-redes da equipa visitante que ia impedindo os portistas de inaugurarem o marcador. À passagem do minuto 40 os azuis e brancos somavam 6 remates dos quais 5 enquadrados com a baliza. 

Ao minuto 42' um penalti assinalado pelo árbitro viria a desbloquear a partida e lançar o FC Porto para uma exibição tranquilo e de qualidade. Exibição essa conseguida, também, muito graças à expulsão por acumulação de amarelos do jogador do Tondela.

No segundo-tempo, a vencer, o FC Porto intensificou o seu domínio e presenteou o Dragão com três belos golos. 

Rúben Neves, à bomba, fez levantar o estádio e dilatou a vantagem, 
Este "menino", como é nosso não teve o seu golo repetido milhões de vezes por essas paginas de jornais e televisões. Fosse de outras paragens e estariam a comparar este golo com algum apontado pelo Pirlo algures no início da sua carreira.

O domínio era notório, e à hora de jogo o FC Porto registava 61% de posse de bola. O que viria a resultar ainda em mais dois golos: Soares e Jota. O primeiro com um remate cheio de classe e o segundo a finalizar uma boa jogada coletiva.

O jogo terminava com a vitória portista por 4 bolas a 0. Foram quatro, mas podiam ser mais dois ou três, tais foram as oportunidades criadas e desperdiçadas. 
O FC Porto dominou, não perdeu o foco do jogo e brindou os adeptos com golos e um boa exibição.

A vitória portista, como vem sendo hábito, incomodou muita gente e a choradeira teve, ontem, novo episódio. 
Não é engraçado vê-los falar de arbitragens? Foram jornadas a fio de gozo pelas queixas mais que fundamentadas do nosso clube, foram jornadas a fio de silêncio na comunicação social perante as nossas críticas, eles não escondiam a sua sobranceria, arrogância, eram hashtags de #aculpaédobenfica, era tudo e mais alguma coisa. 

Por todo o lado falava-se no caminho certo que estavam a percorrer, tinham 10 equipas no mesmo plantel, tudo craques. 
Para aqueles lados não se falava de arbitragem, o treinador era educado e fazia o seu trabalho e, num ápice, tudo mudou. Saíram do buraco.

Vencemos o Tondela, mas e o tom deles? Eles andam amarelos, doentes. Não lhes cabe um feijão. O senhor treinador educado já anda revoltado, já pedem reuniões urgentes, tremem e estão com medo.
"O campeonato está entregue" dizem entre soluços de choro. Mas onde andaram durante metade da época? Delicioso!

Ao FC Porto e adeptos pede-se que não tirem o pé do acelerador. Temos de continuar a morder-lhes os calcanhares, a comer a relva e fazê-los sair ainda mais cá para fora. Eles tremem, não se aguentam das pernas e nós não podemos parar.