domingo, 21 de maio de 2017

Isto é Gozo?

Havia "melhor" forma de terminar este campeonato? Impossível, diria. Depois de uma ponta final má, havia que fazer um jogo miserável para terminar este campeonato e manter a toada exibicional deste FC Porto.

Num jogo sem história, menos para o Moreirense, o FC Porto conseguiu ser inferior que o seu adversário que lutava para assegurar a manutenção. Se ainda alguém podia argumentar que esta equipa foi segunda mas com o melhor ataque e defesa, a última jornada até para nos retirar isso serviu.

NES, em conferencia de imprensa de antevisão, falava na sua crença de que estavam reunidas as bases para um FC Porto hegemónico. Se ainda haviam dúvidas acerca dessa possibilidade tendo Nuno ao leme do FC Porto espero que tenham sido dissipadas. Mas reitero, o principal responsável por mais um verdadeiro fiasco de campeonato não é o treinador portista!


Não tenciono escrever muito neste post e, muito menos, fazer análise a este jogo, porque aquela exibição e resultado são demasiado maus. O FC Porto tem maltratado os seus adeptos, aqueles que mais que ninguém lutam e dão a cara por este clube. O FC Porto - dirigentes, treinadores e jogadores - tem gozado connosco e brincado à fartazana com a paciência de cada um de nós mas, como em tudo, há um limite e esse já esteve muito mais longe.

Neste momento o que me invade são dúvidas e muito poucas certezas até porque o FC Porto que se tem apresentado nos último temos é tudo menos uma certeza e cada ano passado, torna maior um ponto de interrogação sobre o clube.

Deixarei uma reflexão mais profunda para post's futuros, agora que o campeonato terminou oficialmente, é a melhor altura para fazer balanços. Tenho apenas a dizer que o meu portismo se sente ferido com tanta falta de respeito para com a nossa história que é tudo menos isto que temos assistido. Quem tem andado com o nosso escudo ao peito, seja estampado numa t-shirt ou num fato caro, que se sente e pense naquilo que nos estão a fazer.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Passos à Frente na Luta Pelo Nada

Numa partida em que o FUTEBOL CLUBE DO PORTO fez o que lhe competia, os motivos de interesse vão muito para além dos 90 minutos jogados no relvado. Numa jornada em que o título foi entregue, já se respira um pouco melhor e as duas questões do momento ficam bem mais claras.

Começando pelo jogo propriamente dito, último na presente época no estádio do DRAGÃO e curiosamente o primeiro após a conquista do Tetra, ou Treta como preferirem, por parte do SL BENFICA, não havia muita coisa em jogo. 

Deixando de lado questões táticas e em apenas dois ou três parágrafos, o FC PORTO entrou forte. Com yacine BRAHIMI e principalmente jesus CORONA a desequilibrarem pelas alas e com ANDRÉ ANDRÉ, héctor HERRERA e OTÁVIO bastante combativos no meio campo foram 10 minutos intensos só travados por duas oportunidades dos castores, curiosamente em dois minutos, primeiro por NUNO SANTOS e depois por ricardo VALENTE. E acaba por ser num período mais morto da primeira parte que o PAÇOS DE FERREIRA inaugura o marcador, num remate de ANDRÉZINHO que desvia precisamente em VALENTE e que trai iker CASILLAS.

Mas se até aí a verdade é que não havia muito PAÇOS, a partir desse momento só o FC PORTO, e por mérito, existiu no relvado do DRAGÃO. E com alguma naturalidade acabou por chegar pouco depois, através do cabeciamento de HERRERA, ao empate e, ainda na primeira parte, numa jogada inventada por BRAHIMI e numa grande penalidade inequivoca e assinalada por artur SOARES DIAS, o argelino acabou por fazer o 2-1 confrmando assim reviravolta no marcador.

E se já era difícil ao PAÇOS reagir à desvantagem, mais difícil ficou quando no reatamento HERRERA assiste diogo JOTA para o terceiro golo matando praticamente a partida. A partir daí com o jogo praticamente resolvido, foi jogar à espera que o tempo passasse havendo, no entanto, tempo para mais uma grande penalidade para a equipa portista, mais uma vez bem assinalada e que deu para ANDRÉ SILVA picar também ele o ponto e colocar o seu nome na lista de marcadores.
Resumindo, uma vitória justa de uma equipa que nunca imprimiu grande velocidade mas marcou 4 golos, de uma equipa que nunca teve um grande caudal ofensivo mas que foi eficaz e de uma equipa que finalmente viu serem bem ajuizados os lances dentro da área. Já estou como dizia o outro “os golos são como o ketchup, quando aparecem vêm todos de uma vez”, pois bem, terminada a Liga Salazar precisamente no dia anterior, os penalties já podem ser todos marcados e mais alguns. E de facto é aqui que residem duas questões que muito se tem debatido nos últimos dias e que para mim cujas respostas são claras.

A primeira é que me parece evidente que um FC PORTO qb, mas eficaz, ao invés de uma equipa inconstante e com exibições paupérrimas, seria suficiente para ter conseguido muito mais que o segundo lugar. A segunda é que me parece também evidente que, com menos erros por parte dos homens do apito em detrimento dos azuis e brancos, principalmente nos lances dentro da área, a história podia ter sido outra, tal como o foi precisamente frente ao PAÇOS.

Para terminar e porque realmente estamos numa de endereçar os parabéns aos vencedores, também a “Muralha” envia as maiores congratulações ao jovem SALVADOR SOBRAL pela excelente prestação no Festival da Eurovisão. Quanto aos vencedores da LIGA NOS, em meu nome pessoal até enviaria felicitações mas os membros da APAF são muitos e não me lembro do nome de todos. Quem sabe para o ano.

Destaques:

IN

Brahimi - Quem sabe o último jogo na DRAGÃO. Apesar de tudo pode deixar saudades.

Herrera - Sim, estamos nos destaques positivos. Valeu pelo golo, assistência e vontade que imprimiu ao jogo. 

Coletivo95 - Uma das vozes do FC PORTO que mais uma vez não se acobardou.“O espírito de campeão vive apenas nos nossos adeptos”.

«Se na nossa cidade há muito quem troque o b por v, há pouco quem troque a liberdade pela servidão.»
OUT 

Despedida - O DRAGÃO merecia outro ambiente e outros objetivos para a despedida. Venha 2017-2018.

Nuno - Que os “parabéns ao campeão” sejam um sinal.

por Fábio Daniel Ferreira,
Muralha Azul

domingo, 7 de maio de 2017

Um Fulminar de Esperanças

Finito!
Atiro a toalha. Para mim acabou. Estão esgotadas todas as esperanças que ainda fui capaz de alimentar. E não há adepto que resista a nova desilusão. São umas atrás das outras. Assim não, meus amigos.

Não Nuno, tu não sabes o que é um jogador à Porto como tentaste explicar. Não sabes, porque nem sequer sabes o que é ser um treinador à Porto. Porque um treinador à Porto vê mais além, não pensa curto. Este FC Porto prefere segurar o 1 a 0 do que procurar o segundo por medo do que os desequilíbrios defensivos podem causar e, quando assim é, não dá. A busca pela segurança defensiva, por não causar desequilíbrios no processo defensivo tem sido a constante do FC Porto de NES. A necessidade em baixar linhas quando chega ao golo, a dificuldade em jogar com dois extremos em simultâneo é disso exemplo e, ontem, assistimos a novo capítulo e com um resultado desastroso.

Com Fernando Fonseca a surpreender na titularidade à direita da defesa, NES lançou também Herrera no 11 portista. E agora a pergunta: por que é que a precisar de ganhar Nuno não aposta em Corona e Brhimi? E a resposta está em cima. Porque não quer que o fulgor ofensivo que isso traz ao jogo desequilibre a equipa e isso explica facilmente os poucos minutos que ambos têm em campo em simultâneo, como explica o motivo pela qual em Braga retirou Brahimi pouco depois de entrar Corona e ontem ter lançado Herrera de início num dos corredores.

A precisar de ganhar para colocar pressão no rival, tal como o referiu na conferência de imprensa, o FC Porto entrou a querer dominar a partida e aos 15 min contava com 68% de posse de bola e 3 cruzamentos. Com o Marítimo a tentar dar alguma réplica a equipa portista chegou à vantagem perto da meia hora de jogo com Otávio a abrir as hostes. A partir daí o FC Porto foi caindo e deu aos verde-rubros a possibilidade de se apoderar das incidências e causar problemas para a baliza de Casillas. Com os dragões a errarem demasiado e a quererem complicar já só desejava que chegasse o intervalo.


Se o intervalo era importante para cortar com ascendente da equipa Maritimista e para reorganizar as tropas para o segundo tempo, tal não aconteceu. O FC Porto regressou ao relvado com as linhas recuadas, com medo de arriscar e a procurar defender o 1 a 0 trazido dos balnearios. Quando assim é, já dizem os livros, dificilmente dará certo. E foi o que aconteceu. A equipa da casa chegou ao empate e a partir daí foi um "ai jesus". Muita confusão, construção sem critério e a tentativa de chegar à baliza de Charles de qualquer maneira, na esperança que, no meio do "barulho", alguém encostasse a bola para o fundo da baliza. Não aconteceu, pese embora os homens que Nuno colocou na frente - a Soares juntaram-se André S. e Rui Pedro - poucas oportunidades de golo surgiram, porque pouco importa quantos jogadores há no ataque se a bola não chega lá com qualidade, se não existe ninguém capaz de construir. 

Resultado final 1 a 1, restaram cabeças baixas e olhares derrotados. Se chegou a estar complicado aspirar ao titulo durante a temporada, a certa altura deu para acreditar mas este FC Porto insiste em fulminar as esperanças dos seus adeptos, porque esses sim merecem ser campeões e, no que dependesse de nós, já o seríamos e com 10 pts de avanço. Não era suficiente ver as contas complicadas pela vitória de ambas as equipas da frente. Não, este FC Porto encarrega-se ele próprio de assassinar a sangue frio qualquer réstia de esperança que ainda existisse. Resta a desilusão e frustração de quem não vê refletido em campo a crença e a fome de vencer dos seus adeptos.


Destaques:

Destaco apenas Fernando Fonseca. Sem que ninguém esperasse não só foi convocado como assumiu a titularidade, e que bem se portou o miúdo. Não foi a melhor estreia mas fica o destaque para alguém que esteve à altura do compromisso.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Em Defesa do Polvo

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Hoje, 1 de Maio, o Record traz na sua edição uma entrevista com a Srª. Sónia Carneiro, diretora executiva da liga. De entre vários assuntos questionados, o destaque vai para a penalização das críticas à arbitragem que, segundo esta, "podem custar 3 pontos".

O insurgimento contra as críticas às arbitragens aparecem, numa altura, em que se torna cada vez mais forte a contestação a um campeonato desvirtuado, onde o FC Porto é o clube com mais razões de queixa acerca do trabalho dos senhores do apito, ao mesmo tempo que o clube da luz goza de uma impunidade tal que não coloca travão ao comportamento dos jogadores encarnados dentro das quatro linhas. 

Isto de as coisas começarem a sair cá para fora quando o clube da luz está mais apertado já não é novidade esta época. Quem não se lembra das críticas do FC Porto ao anti-jogo dos adversários ainda nos primórdios deste campeonato? No que resultou? Em nada! Contudo, quando o anti-jogo tocou ao polvo foi ver a barulheira que despoletou e, qual INEM, a APAF acorreu logo em auxílio do clube encarnado e apelou a que os árbitros não compactuassem com essa forma de jogar, penalizando quem o faz nos descontos dados para lá dos 90'.

Serve isto para dizer, que já não é novo que as preocupações dos organismos da liga e da federação pelo bem-estar do futebol português surjam sempre que um determinado clube começa a ser apertado. 

Como seria de esperar as declarações da Srª. diretora executiva já começaram a causar regozijo entre os adeptos encarnados, numa altura em que são colocados em causa os méritos do clube destes no que ao campeonato diz respeito. Importa, portanto, que se ameace que isto tem de acabar. Não deixa de se lamentar que nunca ninguém apelasse a tal quando, durante anos, os títulos do FC Porto eram postos em causa por dirigentes, "paineleiros", jornais e jornalistas ao serviço da jihad vermelha. Nem que tão pouco a mínima crítica se levantasse contra o corretíssimo Rui Vitória quando falou em cebolada, árbitros que não foram competentes ou quando ficava à conversa com os juízes das partidas sempre que o resultado não acabava a seu favor. Comportamentos que transitam desde a temporada passada.

Eu pergunto o que seria se o FC Porto se comportasse como fez o clube que lidera atualmente campeonato durante anos e anos quando tudo ganhávamos? O que seria se os jornais sem qualquer tipo de isenção e credibilidade embarcassem na luta contra o mérito de um clube?


Os mesmos que agora apelam à calma, que ficam ofendidíssimos com as críticas dos portistas são os mesmos que bateram palmas quando Vieira apelou ao boicote aos jogos fora, que batiam palmas quando o mesmo Vieira ameaçava rasgar contratos televisivos tudo em revolta contra a arbitragem. E onde andavam os defensores dos árbitros quando jornais davam guarida a um João Gabriel que falava em "Título do FC Porto é um tributo dos árbitros!"? Certamente andavam pelos mesmos lados de quando o presidente do Benfica dizia que "Pedro Proença faz um grande favor ao Benfica se não voltar a apitar um jogo nosso". 

Se a retirada de 3 pts pelas críticas tivessem surgido há meia dúzia de anos, os ofendidos de hoje já teriam descido de divisão.  

domingo, 30 de abril de 2017

Chaves Da Vitória

Depois de duas jornadas sem vencer, o FC Porto foi a Chaves buscar a vitória e volta a sorrir depois de duas escorregadelas na corrida para o título.


NES surpreendeu em Trás-os-Montes e decidiu deixar de fora André Silva e Oliver fazendo entrar para os seus lugares Otávio e Diogo Jota e, com isso, alterar o sistema tático que o acompanhou nas recentes jornadas para alinhar num 4-3-3 com Soares lá na frente apoiado pelo brasileiro Otávio que se movimentava nas suas costas. Como também já se esperava Danilo não recuperou a tempo e foi a Rúben Neves que ficou o encargo de substituir um dos indiscutíveis deste FC Porto e fê-lo na perfeição, diga-se.


O primeiro-tempo, ainda que dominado pelo FC Porto, foi pautado pelas poucas oportunidades de ambos os lados, ainda que os azuis e brancos se tentassem aproximar com perigo da baliza flaviense, à meia hora, os comandados de NES não contabilizavam ainda qualquer remate enquadrado. Só perto do intervalo é que os dragões começaram a dar melhor mostra de si e obrigaram o guarda-redes António Filipe a aplicar-se, negando o golo a Rúben Neves por duas ocasiões e a Soares. Aliás, ao intervalo era mesmo o jovem médio defensivo o jogador mais rematador da equipa com 3 remates, revelador quanto ao caudal ofensivo dos portistas no primeiro tempo.

Regressados dos balneários o FC Porto apostou-se a entrar em campo a dar continuidade àquele dos minutos finais da primeira parte. Mais solto e esclarecido, o FC Porto marcou logo aos 52' por Tiquinho Soares que fez assim o 12º golo na competição.
Foi durante a segunda parte que as alterações no 11 levadas a cabo por NES se revelaram mais eficazes. O meio campo a três perfeitamente equilibrado e com as funções de cada um bem definidas permitia ao FC Porto controlar mas sem nunca deixar arrefecer o seu jogo. Rúben Neves prestava apoio na ações mais defensivas e fez uso da sua boa qualidade de passe para construir bem desde lá trás, ao passo que André A., um autêntico box-to-box fazia a ligação entre o momento defensivo e a transição para o ataque. Otávio oferecia ao jogo o génio da individualidade, ganhado espaços e muitas faltas em apoio a Soares.

Mais tarde, André A., que esteve também no 1º golo portista viria a fazer o segundo dos Dragões, laçado através de um grande passe de Otávio em nova mostra da exibição de grande nível do meio-campo portista.
Até final e com o jogo resolvido, ainda houve tempo para ver Maxi Pereira, num lance completamente desnecessário ver o vermelho direto.

O jogo terminou com 63% de posse de bola para os portistas, 9 remates enquadrados contra apenas 1 dos adversários, proporcionando a Casillas uma noite tranquila.

Faltam, agora, 3 jogos para o final. Cada jornada terminada é menos uma oportunidade de alcançar o nosso objetivo. Resta manter a esperança num deslize dos rivais e manter a esperança que seremos capazes de aproveitá-lo se este surgir.

Destaques:


IN



André André - Para além do golo, que surgiu num dos três remates que fez, o camisola 20 portista somou um passe para ocasião, acertou 46 dos seus 52 passes e venceu quatro dos seis duelos que disputou.


Otávio – No regresso à titularidade, o melhor jogo do médio após a lesão que o afastou dos relvados e do 11 inicial. O jovem brasileiro aproveitou a oportunidade e deixou excelentes indicações. Somou três passes para finalização, um deles resultante em golo, três dribles eficazes, 12 duelos ganhos e sete faltas sofridas.

Rúben Neves - Saltou para a titularidade para suplantar aquele que é considerado o melhor jogador do plantel azul e branco e, deu bem conta do recado. Contabilizou dez recuperações de bola e seis acções defensivas. Para além disso, foi ainda o portista com mais passes (72), acertando 63 deles.

OUT

Maxi Pereira - Com o jogo perfeitamente resolvido e mais que controlado pela equipa Maxi, com uma entrada irrefletida, acabou expulso. Se é que há motivo para uma entrada daquelas num jogo, para quê fazê-la naquela altura?  

segunda-feira, 24 de abril de 2017

A Montanha Está a Parir Um Rato

Nova machadada nas aspirações azuis e brancas, dá para acreditar?
Sabia-se à partida que a ponta final do campeonato não seria fácil, mas não se esperava que o FC Porto decidisse ligar o "complicómetro" na potência máxima e se lembrasse à força toda de ajudar a estender a passadeira do título ao rival de Lisboa.

Podemos sempre dizer que nada está acabado, e de facto não está, a liderança do campeonato está "só" a uma derrota do líder mas, sinceramente, após todos as oportunidades desperdiçadas, primeiro para passar para a frente e depois para se colar novamente ao rival, deixa-me demasiado apreensivo que algo de bom ainda resultará daqui.

Ciente de que posso vir morder a língua, e assim o espero, esta ponta final de campeonato veio mostrar que a montanha está a parir um rato. Depois do incessante discurso de NES que reforçava, jornada após jornada, que "ainda não estamos onde queremos estar", ou que "a equipa tem de estar preparada quando chegar o momento" e mais umas quantas frases, este recente FC Porto tem-se revelado um ratinho. Uma equipa que depois de tanto tempo em perseguição, na hora da verdade, nunca conseguiu aproveitar as várias oportunidades.

Num post recente elogiei a forma como o treinador portista conseguiu unir os adeptos em torno da equipa e como a raça e crença do plantel conquistaram os adeptos, mesmo depois de uma fase da época algo conturbada onde os resultados não apareciam. Terminei dizendo que esta equipa e estes adeptos mereciam muito este campeonato. Mas hoje pergunto: O FC Porto merece ser campeão? A minha resposta é não. Nós adeptos, que sofremos com esta equipa, que muitas das vezes combatemos aqueles que tentam calcar e mentir acerca do nosso clube merecíamos, merecíamos muito. Mas esta equipa que não cilindra um Vitória de Setúbal em casa e toma a liderança, não merece. Uma equipa que faz um jogo (principalmente o primeiro tempo) fraco contra o SC Braga, não merece. Uma equipa que não aproveita para se colocar de novo a 1 ponto, de novo em casa, desta vez contra o Feirense, não merece.


Ontem houve novo capítulo de uma arbitragem vergonhosa que, com erros claros, prejudicaram uma vez mais o FC Porto, mas é errado voltar miras para os árbitros por estes dias. É errado, porque em condições destas devíamos ser capazes de ganhar fosse como fosse, de comer a relva. Nesta altura a questão vai para além da arbitragem.


De que serve o esforço levado a cabo, essencialmente, no "Universo Porto" em que se tem vindo a desmascarar a pouca vergonha que graça pelos lados da luz, se esta equipa não entra em campo sedenta de vitória? O que nos têm feito não é motivação para correr até ao limite, para deixar a pele em campo? Não chega para praticarmos um futebol que não de pontapé para a frente e chuveirinho?

Ontem fiquei chateado, hoje acordei desiludido. Desiludido por ver uma equipa a oferecer meio jogo ao adversário, por ver uma equipa que faz parecer que todas as frases fortes e vontades apregoadas começam a cheirar a chavões. Estou desiludido por ver que esta equipa não quer tanto ser campeã como nós, adeptos.

domingo, 16 de abril de 2017

Soares Contra o Risco Zero

Pressionados pela vitória do líder, na véspera, ao FUTEBOL CLUBE DO PORTO só os três pontos interessavam na visita a Braga. Uma parte de avanço e alguns lamentos depois, resta-nos a esperança dada por SOARES, no terceiro empate dos últimos quatro jogos.


Esta será certamente uma Páscoa mais amarga para os lados do DRAGÃO. Num jogo em que vencer era imperial, até porque na próxima semana joga-se esse clássico em ALVALADE e onde o FC PORTO deposita grandes esperanças no que diz respeito à possibilidade de uma escorregadela por parte do SL BENFICA, a equipa de NUNO ESPIRITO SANTO deu, mais uma vez, tiros nos próprios pés. E a questão até podia ser o resultado, e aí lamentavamos os dois pontos perdidos, mas infelizmente não é. A questão, ou melhor, as questões que importam é que mais uma vez o FC PORTO falha quando não pode e a forma como isso acontece.

Jogar na LUZ com um meio campo DANILO pereira (6) – ÓLIVER torres (8) – andré ANDRÉ (8,5) sinceramente a mim não me espanta e isso até dou de barato. Mas uma coisa é, repito, jogar na LUZ, onde um empate seria sempre um mal menor e outra, bem diferente, é jogar em Braga, aí sim, onde só os três pontos interessavam. Nesse sentido e com essa estrutura táctica, ÓLIVER continua a jogar longe da zona onde rende mais. Joga demasiado recuado, por vezes ao lado de DANILO, longe de causar desequilíbrios e com isso o FC PORTO perde também a capacidade de pressão sendo a mesma entregue a ANDRÉ ANDRÉ que não só foi quebrando fisicamente, porque não chegava para todas as encomendas, como nas vezes em que chegava, já o fazia tarde recorrendo inúmeras vezes à falta.

Nesse seguimento, e visto que yacine BRAHIMI, a quem era incumbida a função de desequilibrador e que na maior parte das vezes realizou movimentos interiores, ocupando essa zona, creio que NUNO deveria ter colocado no onze jesús CORONA. Ofensivamente, e tirando o facto de ganhar mais criatividade no lado direito, “obrigaria” SOARES a ficar mais fixo na área e libertaria ANDRÉ SILVA, não para a ala, onde caiu várias vezes, deixando em branco a zona central, mas sim para o espaço de apoio ao ponta de lança.
Assim sendo e além do golo madrugador do SC BRAGA em que há uma clara falha defensiva, creio que nem os lances, já tradicionais, de falta nas áreas adversárias, desta vez sobre FELIPE e SOARES, apagam, de certo modo, a falta de soluções demonstrada pela equipa de NUNO, não só na forma exagerada como se recorreu aos passes longos e inconsequentes mas também na extrema dependência de BRAHIMI para os lances individuais. Juntando a tudo isso, ainda na primeira parte de realçar, também, as tais segundas bolas que NUNO já se queixara na LUZ, e que curiosamente também neste jogo foram quase sempre perdidas havendo depois, devido à tal falta de pressão dos jogadores mais adiantados do meio campo, espaços para a equipa de JORGE SIMÃO ter bola e circula-la a seu belo prazer. E se tínhamos entrado praticamente a perder, com o golo de PEDRO SANTOS, a desvantagem no marcador só não era maior porque o mesmo jogador acabara por falhar essa grande penalidade acertando o poste.

Para o segundo tempo, embora com os mesmos atletas NUNO acabou por mexer taticamente colocando ÓLIVER mais à frente, mais perto de ANDRÉ ANDRÉ e deixando DANILO sozinho à frente da defesa. E certo é que se viu um FC PORTO diferente daquele que tínhamos visto na primeira parte não só na forma como recuperava a bola, numa zona bem mais adiantada no terreno mas também na maior ocupação de espaços e criação de mais soluções perto da baliza bracarense.

Juntando a essa melhoria da primeira para a segunda parte, NUNO lança no jogo CORONA que teve logo impacto através dos lances onde o mexicano interveio e o FC PORTO acaba por chegar ao golo. Mais uma vez por SOARES, que já havia marcado em Braga pelo VITÓRIA SC, e mais uma vez também assistido por alex TELLES. E de facto esperava-se uma meia hora final um FC PORTO, que já estava por cima, ainda mais atacante mas, de novo, essa ideia acaba por esbarrar no conservadorismo de NUNO E.S.. Se aos 80 minutos retirar o esgotado ANDRÉ ANDRÉ, em troca direta por OTÁVIO, é uma opção que só peca por tardia, já não consigo compreender a alteração de héctor HERRERA por BRAHIMI, a meu ver o melhor em campo.

E com o empate, como escrevi, o terceiro nos últimos quatro jogos, a situação fica mais difícil na questão do título, até porque acredito que seja mais fácil o SL BENFICA perder três pontos do que nós fazermos o nosso trabalho. E num campeonato onde uns podem tudo e outros não podem nada, onde há equipas que não sofrem penaltis e até vêm jogadores adversários a decidirem jogos, não nos podemos dar ao luxo de numa altura destas termos receio de arriscar. A ver vamos o que nos dá o jogo de ALVALADE, e oxalá a sorte vá estando com NUNO E.S., até lá resta-nos a esperança...


Destaques

IN

BRAHIMI – CORONA -  Ambos num grande momento. Pena é que num jogo decisivo tenham acumuado, juntos, pouco mais de 25 minutos.


SOARES - Não só voltou a marcar como nos vai colocando na luta.


SUPER DRAGÕES - Depois de tudo que se falou durante a semana, um aplauso para os SUPER. Mais uma vez do início ao fim.

OUT


NUNO - Quem não arrisca. Os jogadores tentaram mas NUNO mereceu o empate.


HUGO MIGUEL - Infeliz. Adjetivo que vem sendo habitual para os homens do apito... nos jogos do FC PORTO.

AUTO-GOLOS - Ainda acreditei quando vi entrar o ALAN. Mas não passou disso.


por Fábio Daniel Ferreira,
Muralha Azul.