domingo, 22 de janeiro de 2017

Vitória à Cabeçada

No dobrar do campeonato o FC Porto venceu o Rio Ave por 4 bolas a 2 num jogo que chegou a assustar mas com a equipa a dar a devida resposta e à cabeçada.

No jogo de ontem o FC Porto não entrou bem, nervoso e com a equipa visitante bem encaixada no sistema azul e branco, os dragões não conseguiam tomar as rédeas da partida. Os forasteiros, à passagem do quarto de hora registavam mesmo 60% de posse de bola, 62% dos duelos ganhos e mais um remate que os azuis e brancos.

Pese embora as estatísticas desfavoráveis, foi o FC Porto quem se adiantou no marcador quando num livre, Felipe subiu lá acima para fazer o primeiro da partida. 
Em vantagem seria natural que os comandados de NES tranquilizassem e, a partir daí, arrancassem para uma exibição segura, mas não aconteceu. A equipa continuou intranquila e uma amostra disso mesmo foi o golo do empate apontado pelo Rio Ave. Casillas facilitou e solto de marcação Guedes apareceu para fazer o mais fácil e encostou para o fundo da baliza.

Depois de um primeiro tempo com uma equipa intranquila e com dificuldades em tomar conta da partida e partir para um domínio do jogo, aguardava-se com expectativa o segundo tempo para se perceber qual seria a atitude dos azuis e brancos.

Ora a segunda parte iniciou-se praticamente com o golo da equipa de Vila do Conde, Layún num jogo pouco conseguido após regressar de lesão, cometeu o penalti que permitiu a Roderick colocar a sua equipa em vantagem.

Curiosamente foi a desvantagem que despertou o FC Porto que, finalmente, assumiu as despesas e acordou para uma exibição que o estádio começava a exigir.

Marcano, de cabeça, empatava e logo de seguida NES, sem medo, fazia entrar Rui Pedro sacrificando um defesa (Layún). Já no inicio da segunda parte André André rendia Corona. 

As substituições surtiram o efeito esperado, Com André o FC Porto ganhou mais pulmão no meio-campo e possibilitou que a equipa ganhasse mais equilíbrio no setor intermédio passando a controlar melhor a partida.

Danilo, em novo lance de bola parada também ganhou nas alturas e em sete minutos, a equipa dava a volta ao marcador, a contemplar uma segunda parte de grande intensidade e procura pela baliza contrária.
Mais perto do final Rui Pedro ofereceu a tranquilidade que podia ter aparecido mais cedo, e aos 88' deu o golpe final que retirou ao adversário qualquer possibilidade de roubar a vitória ao FC Porto.

Em suma, este foi um jogo que valeu pela crença e vontade da equipa. Se houve motivos para o Dragão ficar em sobressalto depois de uma primeira parte pouco conseguida e a segunda a abrir com a desvantagem no marcador, os azuis e brancos acordaram para uma recuperação pautada pela garra e emoção no encontro com todos os golos a serem apontados de cabeça.

Destaques: 

Danilo - O número 22 portista somou 13 acções defensivas e nove recuperações de bola, e venceu 88% dos duelos que disputou. Foi também ele que fez o golo que possibilitou a cambalhota no marcador e não escondeu a emoção pelo momento. Para mim, o jogador que mais raça e espírito de dragão demonstra. Para quando a braçadeira no seu braço?

Centrais - Os centrais do FC Porto mais do que defender foram lá à frente mostrar aos avançados como se faz, a defesa azul e branca é de resto a que mais marca no campeonato e muito por culpa dos seus dois defesas centrais. Marcano conta já com 4 golos apontados ao passo que Felipe soma 2.

Dragão - Grande ambiente ontem no Dragão. Bancadas bem compostas e um tempo e horário que levaram os adeptos ao estádio. Golos, emoção e festa formam uma bela tarde de sábado para aqueles que acorreram ao Dragão. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Distâncias Encurtadas na Corrida para a 2ª Volta

Depois de na jornada anterior o FC Porto ter escorregado novamente e deixar escapar o seu mais direto adversário, este fim-de-semana trouxe a possibilidade de colocar novamente tudo como estava e os azuis e brancos não desperdiçaram e bateram o Moreirense por 3 bolas a 0.

Ao ver o nosso rival perder pts é inevitável o sentimento de satisfação, alternado pelo amargo de boca pelo empate na jornada passada que nos impede de estarmos ainda mais próximos do nosso objetivo. Contudo, a jornada foi-nos bastante proveitosa e conseguimos ganhar pts aos dois clubes de Lisboa em simultâneo, o que não é fácil.

À entrada para o jogo de ontem outra coisa que não a vitória seria algo impensável e depois de três jogos sem conhecer o seu sabor, o FC Porto estava na obrigação vencer e voltar a recuperar a crença numa vitória do campeonato.

Até foi o Moreirense quem criou a primeira grande oportunidade do encontro nos primeiros 10 minutos, mas o FC Porto seria o primeiro a fazer balançar as redes à passagem da meia hora de jogo depois de 6 tentativas que não encontraram a baliza de Makaridze.
Chegados à vantagem no encontro durante o primeiro tempo por intermédio de Óliver, a tarefa descomplicava-se, ficando ainda mais fácil com o dilatar para 2-0 (André Silva).
Os azuis e brancos viriam ainda a beneficiar da expulsão de Francisco Geraldes, desenhando assim uma noite que teria tudo para correr bem. E assim foi.

A primeira parte foi de domínio do FC Porto e o resultado assim o mostrava mesmo que sem um grande brilhantismo. Regressados dos balneários esperava-se um segundo tempo que aliasse ao domínio do primeiro, uma boa exibição aproveitando as facilidades conseguidas na primeira parte. Algo que até se viu mas só até ao golo de Marcano.

Feito o 3 a 0 aos 62 minutos a equipa de NES diminuiu o ritmo e controlou o jogo a baixa rotação, limitando-se a deixar passar o tempo sem se cansar muito. Terminado o encontro o FC Porto somava 7 remates enquadrados, 70% de posse de bola e contabilizou em 61 as vezes que entrou na área adversária.

Destaques: 

Herrera - O pantinho feio do FC Porto foi a jogo para suplantar a saída de Brahimi que por estes dias disputa a CAN. Se nem sempre Herrera, é um jogador que encha as medidas ao menos exigente dos adeptos do dragão, ontem não foi o caso. O mexicano protagonizou seis passes para ocasião (um deles uma assistência), e acertou 86% dos passes que efectuou. Foi o jogador portista que mais vezes tocou na bola, e ainda ajudou nas tarefas defensivas, somando seis desarmes.

Marcano - Já são várias as vezes que, neste espaço, se dá destaque a Marcano e o espanhol merece-o. A transformação deste das últimas épocas para a atual não passam despercebidas a ninguém e temos neste momento um central seguro, confiante, que marca golos e que não dá qualquer hipótese a Boly de espreitar a titularidade.
Ontem, Marcano fez um golo, contabilizou 7 ações defensivas e venceu 75% dos duelos que dispotou.

O ovacionado regresso
Kelvin - Ontem deu ainda tempo para lançar Kelvin em jogo. Devo dizer que tenho grande expectativa em perceber de que forma Kelvin será aproveitado pelo FC Porto e aquilo que tem para oferecer à equipa, agora que é um jogador mais maduro que aquele que entrou para a história e para o coração dos adeptos, que ontem não se inibiram de o aplaudir efusivamente.
Esteve pouco mais de 20 minutos em campo, mas entrou com vontade. Fez dois passes para ocasião, entrou uma vez na área adversária e recuperou a posse de bola cinco vezes.

O campeonato vai, agora, entrar na segunda volta e com quatro pontos de atraso para o primeiro classificado, alcançar dos nossos objetivos é perfeitamente possível. Ao FC Porto pede-se que não desarme em nenhum momento e que a pressão ao nosso adversário seja constante. A consistência que não conseguiu ganhar em meia época terá de a conseguir agora para manter a chama acesa até final e vencermos o campeonato.

Venha de lá a segunda volta. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

"Paços" Trocados de um Clube na Defensiva

Numa semana em que a arbitragem esteve no centro das atenções, viu-se mais do mesmo num jogo fora de portas do FUTEBOL CLUBE do PORTO. No entanto, se na antevisão da partida de Paços de Ferreira, NUNO espírito santo tinha destacado a importância da consolidação defensiva, “podemos” concluir que o nulo foi um mal menor. No entanto, mais importante que falarmos do jogo de sábado, é tentarmos perceber o que se passa no nosso clube. Sim, porque o jogo e o resultado alcançado são mais um poço de questões que nunca vemos respondidas.

Ultimamente, e com razão, o nosso clube tem mostrado um enorme desagrado com as arbitragens. No entanto, a aparente pressão, é apenas feita através do Dragões Diário ou das abordagens bastante ténues do nosso treinador. Sábado, não nos podemos queixar do homem do apito, mas de nós mesmos, e é bom não esquecer que tal como os erros alheios continuarão, os nossos também ainda não pararam.

Muito perto do término da primeira volta, ou seja, praticamente a meio da época, ouço um técnico monocórdico dizer que é importante “consolidar processos defensivos” para depois tentar marcar. Não é assim. Não pode ser assim. O objetivo do FC PORTO tem que ser sempre marcar e ganhar jogos. Vimos um FC PORTO não sofrer golos em Tondela, em Belém e até em Setúbal e em 9 pontos possíveis somamos 3. Não sofremos golos também em Chaves e lá saímos precocemente da TAÇA DE PORTUGAL PLACARD. Até na TAÇA CTT (taça da liga) fomos a melhor defesa do grupo, mas também o último classificado (reconhecendo porém que a eliminação surgiu às custas de uma vergonhosa arbitragem em Moreira de Cónegos).

NUNO não está num VALENCIA CF onde luta para ir à europa, nem num RIO AVE FC que luta para evitar os últimos lugares e até chegar também às competições europeias, se quiserem. NUNO está sim num clube em que ganhar tem que ser uma obrigação, e esse “chip” ainda não foi mudado. Temos lacunas no plantel desde o início da época e as danças entre a bancada, o onze, o banco de suplentes e agora também a equipa “B” são uma constante e algo que não entendemos: ou talvez não seja para entender. Aliás, aos paços trocados de NUNO na gestão do plantel, podemos juntar os táticos também.

A ideia do 4x3x3 foi mudada a meio da pré temporada, uma pré temporada quanto a mim mal preparada. Silvestre VARELA, outrora dispensado, aparece sem exito como lateral. Entretanto desaparece e entra por exemplo na MATA REAL para ajudar a decidir uma partida. Entregamos perto de 7 milhões por willy BOLY um jogador para as “taças”, que até já foram à vida. Héctor HERRERA, tal como yacine BRAHIMI, tanto jogam a titular como passam para a bancada e não são opção. JOÃO CARLOS teixeira teve encostado praticamente toda a primeira volta e aparece de repente para fazer de OTÁVIO. ADRIÁN lópez passa de dispensado (e de uma possível venda) a “reforço” de última hora, joga, passa outra vez para a bancada e de novo a dispensado, juntamente com SÉRGIO OLIVEIRA e EVANDRO goebel. De ANDRÉ ANDRÉ quase nem me lembro. Já na frente, contratamos laurent DEPOITRE (para quem não vejo futuro no clube) e de repente aparece RUI PEDRO para tentar desbloquar um jogo.

Aliás, quando essas movimentações acontecem também na direção, é sinal que algo está mesmo mal. ANTERO henrique deu o lugar a LUÍS GONÇALVES, JOÃO PINTO passou a ser presença no banco, e agora até o team manager ACÁCIO VALENTIM abandona o clube para onde entrou há 20 anos. E a ver vamos se ficaremos por aqui.

Quanto ao último jogo, pouco tenho a dizer, até porque, para mim é o menos importante. Defendemos bem, aliás o FC PAÇOS DE FERREIRA não criou um lance de perigo. E mesmo sem um jogo brilhante (teve muito longe de o ser) criamos oportunidades quanto baste para marcarmos pelo menos um golo mas, mais uma vez, ANDRÉ SILVA (principalmente) e companhia estiveram longe de ser eficazes, alternando o azar, no mérito de rafael DEFENDI e a azelhice.

Infelizmente, não vejo com bons olhos o restante da época, uma época que tanto direção como equipa técnica têm abordado na “defensiva”. Há que atacar o que é importante, e se da parte da direção o importante neste momento é o mercado, que NUNO faça o que lhe compete e encare os jogos realmente para os ganhar. Espero sinceramente que a eliminatória com a AS ROMA não seja a única vitória da época. E pior que não voltarmos a ganhar é não darmos pelo menos um passo em frente. Aliás, em Paços, foram dois atrás.

Por Fábio Daniel Ferreira,
Muralha Azul
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Boas Festas!


Dezembro é sinónimo de festas, é tempo de reunir junto daqueles que nos são mais próximos e celebrar.

Assim, a Muralha Azul deseja a todos aqueles que nos seguem, um excelente Natal onde reine a paz e a alegria, e um Ano Novo repleto de conquistas e realizações pessoais.

Nós, cá nos encontramos em 2017. Boas Festas!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Foi Só Aproveitar O Embalo



Num jogo frente a um transfigurado campeão inglês o FUTEBOL CLUBE DO PORTO só teve que seguir o embalo do golo aos 90'+5' de sábado. ANDRÉ SILVA e jesús CORONA evitaram os nervos e numa exibição de Champions, os azuis e brancos seguem para os oitavos. No último post aqui, n'A MURALHA AZUL', tinhamos pedido um FC PORTO das grandes noites e ao nosso treinador a inspiração do último jogo. Pois bem, não só tivemos um Dragão de gala como NUNO ESPIRITO SANTO merece os seus méritros.   Alex TELES e yacine BRAHIMI foram as novidades no onze azul e branco em detrimento do lesionado OTÁVIO e de miguel LAYÚN. E se o brasileiro deu outra prefundidade ao lado esquerdo e eté assistiu para um dos golos, o argelino acabou por ser o trunfo de NUNO, num jogo em que o FC PORTO entrou a todo o gás. Com um DANILO pereira mais à frente na pressão, com os laterais bem subidos e com os ilusionistas BRAHIMI e CORONA mais por dentro o FC PORTO fez com que o LEICESTER (com muitas alterações que em parte ajudaram) praticamente não passasse a linha de meio campo. Depois, se tinhamos acabado o jogo de sábado com um golo, este começou praticamente da mesma forma com o reencontro de ANDRÉ SILVA com as redes adversárias, o que também é boa notícia.

CORONA e BRAHIMI, com grandes golos, e juntando a uma qualidade exibicional por parte de toda a equipa, resolveram ainda na primeira parte a questão do apuramento. Para a segunda parte o Dragão mostrou a sua capacidade de gestão e de equilibrio do jogo. Baixou o ritmo, sem baixar as linhas e controlando a partida deu mais expressão ao resultado, com o bis de ANDRÉ SILVA e com o golo de DIOGO JOTA permitindo apenas que o campeão inglês saísse da partida com um remate na direção da baliza de iker CASILHAS. Nesse equilibrio, NUNO lançou ainda para o jogo, e bem na minha óptica, RÚBEN NEVES e héctor HERRERA e deu ainda para colocar em campo RUI PEDRO, uma das principais figuras deste “virar de página”.
E assim, numa partida em que só dependemos de nós, em que voltamos a não sofrer golos e em que vimos o nosso ponta de lança voltar aos golos, vimos também a “reconciliação” de BRAHIMI com a equipa e de NUNO com o DRAGÃO. Que este momento seja para durar e que afaste alguns fantasmas de um passado recente. E domingo há já um para afastar: o fantasma dos jogos fora de casa a zeros. Setúbal, Chaves, Copenhaga e Belém. Destaques IN Baliza inviolável  - Sexto jogo consecutivo sem sofrer golos e apenas um nos últimos dez jogos. Mérito para NUNO e toda a equipa mas um aplauso principalmente para iván MARCANO, FELIPE e CASILLAS

Brahimi - Que seja um reforço para o resto do mês (em janeiro vai para a CAN). Hoje, mereceu os aplausos que foi ouvindo.

André SilvaVoltou aos golos e terminou a fase de grupos com 4 e melhor portugês na prova. Mais que ele, apenas robert LEWANDOWSKI (5), edison CAVANI (6) e lionel MESSI (10).
Nuno - Podiamos destacar 7 ou 8 jogadores nesta partida como podemos elogiar um dos responsáveis para tal. Hoje não foi o melhor como anteriormente não foi o pior. Mas merece a vitória e a exibição. OUT Cadeiras vazias - O ambiente foi fantástico mas a recepção ao campeão inglês merecia casa cheia.

As Raposas - O jogo do próximo fim de semana com os “citizens” é mais importante, é certo, e o FC PORTO foi muito forte mas esperava mais deste LEICESTER e de claudio RANIERI.



por Fábio Daniel Ferreira,
Muralha Azul

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Rui Pedro Bem A Tempo


Foi um FUTEBOL CLUBE do PORTO diferente do recente aquele que no sábado esteve no DRAGÃO. Anulamos completamente o SC BRAGA, atacamos, criamos oportunidades mas, mesmo jogando maior parte do tempo contra 10, só aos 95' o jogo ficou decidido com o golo de RUI PEDRO que, além dos três pontos aguça o apetite para o jogo de mais logo.

Vencer o SC BRAGA era pelas mais diversas razões uma necessidade. A falta de golos nos últimos jogos, as exibições pouco convincentes a até a possibilidade de ultrapassar os arsenalistas eram razões que elevavam a importância do jogo. E a verdade é que quem foi ao DRAGÃO saiu, ao contrário das últimas partidas, com a confiança reforçada para o que aí vem.

Se noutras ocasiões temos questionado as opções de NUNO ESPÍRITO SANTO, quer nas abordagens aos próprios jogos, quer quando tem que mexer a partir do banco, desta vez, e no meu entender, o nosso técnico é mais “inocente” que culpado. O FC PORTO reduziu o SC BRAGA a uma equipa vulgar que nunca incomodou iker CASILLAS. Estivemos fortes no meio campo e na frente, bem, na frente foi o desperdício que se viu, com oportunidades a sucederem-se umas atrás das outras mas, quer por incompetência nossa, quer por mérito de um inspirado carlos MARAFONA a bola não ia entrando.


Ainda assim, do banco, além de yacine BRAHIMI e héctor HERRERA, NUNO lançou ainda RUI PEDRO. E se o mexicano e principalmente o argelino deram outra qualidade ao nosso jogo, o puto da “B” (júnior ainda) chegou mesmo em boa altura. Além de mostrar que pode acrescentar algo ao nosso ataque, mostrou a frieza no momento da verdade. Aliás, RUI PEDRO dá-nos, no seu primeiro golo, muito mais que três pontos.

Hoje, é dia de Champions, é dia de decisões e a euforia do momento que RUI PEDRO nos proporcionou ainda está bem presente. Que seja o virar de uma página. Penso até que, mais que nunca, há motivação, há confiança e há crença na nossa equipa. Que logo seja um FC PORTO das grandes noites e que o jogo que iniciou aos 90'+5' de sábado termine com o objetivo cumprido. A NUNO só peço a inspiração do último jogo, e que aproveito o embalo que o puto nos deu.



por Fábio Daniel Ferreira,
Muralha Azul

domingo, 27 de novembro de 2016

Demasiados Deslizes

Mais uma de levar as mãos à cabeça.

Começa a ser difícil falar desta equipa e, mais do que isso, tornou-se desgastante para nós adeptos, que defendemos este clube, assistir a um Porto tão macio, tão sem ideias...pequenino.

A análise ao jogo de ontem é a mesma que foi feita em jogos passados. Chaves, Copenhaga e Belém, ou até Tondela e Setúbal têm o mesmo denominador comum. Um FC Porto que se encolhe, que não produz jogo e apresenta um futebol de equipa pequena: falta de critério na construção, inexistência de um futebol em apoio e constante chuto para a frente para explorar uma suposta profundidade que não existe.

É, portanto, fácil de perceber que os comandados de NES colocaram-se numa situação em que qualquer equipa, e sem grande esforço, nos consegue travar.

Uma conjugação de fatores que se prespetivavam estão a dar conta de si e a trilhar os desígnios da equipa azul e branca.
Diogo Jota e Otávio estão em manifesta queda e a equipa tem-se ressentido disso, fruto de um bano de suplentes curto e que não oferece alternativas credíveis. Dá calafrios olhar para o banco que o FC Porto apresentou nos dois últimos jogos.

Sem por em causa a qualidade dos jogadores, é notória a falta de soluções e, acima de tudo, de jogadores com determinadas características capazes de desbloquear situações em que nos temos visto várias vezes esta época.

Brahimi teria lugar no 11 portista, mas tão pouco faz parte dos suplentes e Herrera deixou de contar, ontem saltou também para a bancada. Em sentido inverso regressaram Varela e Evandro às opções, quando até então contavam-se pelos dedos as suas aparições.

Não é de estranhar que até perto dos últimos dez minutos finais do jogo com o Copenhaga, Nuno não tivesse lançado ninguém para tentar inverter a situação, porque é manifesta a incapacidade do banco portista.

Deparados com esta situação, é impossível não trazer à tona as declarações do Presidente Azul e Branco quando deu garantias da "equipa à Porto" que teríamos esta época e que aqui se escreveu no post Mercado de Remendos.
O estado de graça da qual beneficiou NES no início de época que lhe ofereceram os chavões do "Somos Porto", estão esgotados e a tolerância é zero.

A possibilidade de ficarmos a 7 pts da liderança à 11ª primeira jornada é dramático e mais dramático é não vermos o fim desta desorientação.