sábado, 16 de dezembro de 2017

Terceiro Jogo a Golear

FC Porto e Vitória SC defrontaram-se em jogo a contar para a Taça de Portugal, competição que os azuis e brancos já não vencem desde 2011. A partida terminou com nova goleada, a terceira em duas semanas para a equipa portista. Saldo extremamente positivo e esclarecedor do momento que vivem os comandados de Sérgio Conceição: 3 jogos, 14 golos marcados, 2 sofridos e duas passagens à fase seguinte de uma competição.

Quinta foram 4 e, desta vez, até nem foi preciso correr muito para dominar, marcar e não oferecer ao adversário grandes oportunidades de resposta. Era sem grande pressa de fazer golo que o FC Porto jogava, em alguns momentos mesmo a ritmo baixo, isto porque, não se pode impor um ritmo frenético, com "vai-vens" constantes em todos os jogos. Ganhar e dominar, gerindo o esforço era o mais importante, e foi mesmo isso que fez a equipa, não deixando de fazer um jogo agradável, que melhorou substancialmente após o segundo golo.

Com um 11 com muito poucas alterações face àquele que havia defrontado o outro Vitória para o campeonato, Sérgio Conceição mostrava bem o que queria. Depois de alcançado um resultado tranquilo, o treinador foi refrescando a equipa, emergindo um André goleador e um Oliver que andava desaparecido em combate. Aliás, o desaparecimento de Oliver Torres é a questão que mais me atormenta neste FC Porto, não tendo ainda conseguido perceber muito bem como tem andado o espanhol tão longe da equipa.

Quem desapareceu do 11 e não me tem deixado saudades é Felipe. Até parece que Sérgio Conceição leu aquela minha posta de pescada no facebook, aquando da expulsão do brasileiro frente ao Mónaco. 

Segundo jogo de Reyes a titular e, embora dois jogos não sejam uma quantidade credível para se elevar a qualidade de um jogador (pese embora as duas épocas de empréstimo em Espanha, sim), certo é que  o mexicano se tem apresentado em grande nível.  Não sei se será para continuar no 11 e, desta forma, assistirmos a um Casillas - José Sá versão centrais. Se assim for, estou plenamente convicto que Reyes dará muito bem conta do recado, caso contrário, espero que tenha servido para Felipe refrescar as ideias e perceber que ao mínimo deslize volta para aquecer o banco. Sim, porque acredito que a saída de Felipe do 11 se deve ao acumular de erros disciplinares e defensivos. A voltar, que seja o central da época passada. 

Depois de 3 jogos a golear segue-se a receção ao Marítimo antes da pausa do campeonato. Um adversário que, tradicionalmente, nos causa sempre algumas dificuldades.Não peço nova goleada, até porque já todos sabemos aquela frase gasta, mas verdadeira, que "não se pode golear sempre", mas que vençamos por forma a dobrar o ano em primeiro na tabela.

Destaques:

IN

DANILO - Jogaço do médio defensivo portista. Consistente a defender e muito interventivo no ataque. Depois de duas bolas nos ferros, o merecido golo chegou. Fez o 2-0 que viria a retirar qualquer duvida sobre o desfecho final do encontro. Um verdadeiro pilar deste FC Porto.

HERRERA - Depois de exibições inconstantes e de ódios na bancada, o mexicano atravessa, por esta altura, o seu melhor momento de forma. Herrera corre que se farta, algo que já era seu apanágio desde os primeiros tempos de azul e branco, mas ao pulmão infinito, tem-lhe juntado mais intensidade e, acima de tudo, capacidade de decisão. Quer a defender ou a atacar, o mexicano é o verdadeiro "médio área à área".

OUT

MORENO - Epah oh Moreno, mas que grande oportunidade para estares calado. Depois do Vitória não ter causado problemas ao FC Porto e perder por 4-0 (!!), o central vimaranense teve a coragem de se queixar de um penalti que...era penalti. É caso para dizer: joguem à bola.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

De Mão Cheia

Depois de na passada quarta-feira o FUTEBOL CLUBE DO PORTO ter aplicado “chapa 5” ao campeão francês, AS MÓNACO, desta vez, a vítima da façanha foi o VITÓRIA FC. Num jogo de sentido único, no BONFIM, os azuis e brancos voltam ao topo da tabela.

Como referi, o FC PORTO vinha de uma “gorda” vitória para a LIGA DOS CAMPEÕES, a meio da semana, vitória essa, que garantiu, independentemente de terceiros, a passagem aos oitavos de final da prova milionária. Por outro lado, os sadinos vinham de 5 derrotas consecutivas e a tarefa de inverter esse ciclo negativo frente ao dragões seria no mínimo heroica.

MAXI pereira e diego REYES foram as principais novidades no onze do FC PORTO, que contou com RICARDO pereira mais adiantado no terreno, pelo lado direito, com o meio campo entregue a DANILO pereira e héctor HERRERA e na frente com moussa MAREGA ao lado de vincent ABOUBAKAR, estes dois aliás, que seriam duas das grandes figuras do encontro.

A partida, marcada também pela intensa chuva e forte vento que se abateram sobre Setúbal, até começou com o veterano EDINHO a assustar JOSÉ SÁ, mas o lance não passaria disso mesmo, um susto, pois a equipa de CONCEIÇÃO passou a tomar conta da partida e com várias individualidades em destaque. ABOUBAKAR, que chegou nesta partida à sua melhor época de sempre, e HERRERA, que ostentou mais uma vez a braçadeira de capitão, foram as principais ameaças portistas na primeira meia hora. Com o aviso dado, e já depois de CRISTIANO ter evitado o canto direto de alex TELLES, é o próprio italo-brasileiro que, na cobrança de novo canto, coloca a bola na cabeça do camaronês para o primeiro golo do jogo. Um golo reclamado pelos sadinos e que originou a expulsão de josé COUCEIRO.

Com a vantagem, o FC PORTO passou a gerir a partida de uma forma mais racional, perante um VITÓRIA com poucas ideias e um jogo onde a pressão pela liderança estava em causa, acabou por ficar resolvido no primeiro tempo. Aos 40 minutos, numa jogada de insistência, e após tentativas de ABOUBAKAR e MAXI, é MAREGA que acaba por fazer o segundo do FC PORTO. E se para a equipa do Sado já era difícil uma reação, pior ficou quando, sob o intervalo, o camaronês dos portistas transformou uma grande penalidade (com o apoio do VAR) no 0-3.

A partir daí, quatro dias depois de o jogo com os monegascos e, quatro dias antes do embate do DRAGÃO frente a VITÓRIA SC, para a TAÇA DE PORTUGAL, a gestão foi a palavra de ordem na segunda parte. Ao intervalo, jesús CORONA rendeu yacine BRAHIMI (mais uma bela exibição) e foi já com ANDRÉ ANDRÉ no lugar de RICARDO que o FC PORTO chegou ao quarto golo numa sociedade africana. MAREGA construiu pela direita e ABOUBAKAR completou o hat-trick. A mão cheia, com os mesmos protagonistas chegou já perto do fim, com o camaronês a isolar MAREGA que, na cara de CRISTIANO e com muita classe, fechou a contagem de mais uma mão cheia de golos.

Com a pressão colocada pela vitória do SPORTING CP, no BESSA, a equipa de CONCEIÇÃO respondeu assim da melhor maneira voltando a assumir a liderança, embora que repartida, da LIGA NOS. O FC PORTO contrariou ainda alguns “feelings” numa semana que pode ainda terminar com mais uma passagem numa eliminatória de TAÇA DE PORTUGAL. Quinta-feira é dia de mais uma vez o mar azul estar presente e que o nome VITÓRIA, seja um bom pronúncio.

DESTAQUES

IN

MAREGA/ABOUBAKAR - É com avançados assim que se fazem campeões. Força, golos e qualidade. Muita qualidade.

HERRERA - Outro jogador outrora bastante questionado (ainda o é em menos escala) mas que se tem mostrado fundamental. E foi-o mais uma vez, quer a atacar, quer a defender.

FINALIZAÇÃO - Depois do nulo no clássico, 10 golos em dois jogos. Esperemos pelo próximo.

OUT

JOSÉ COUCEIRO - O VITÓRIA mostrou o porquê da sexta derrota consecutiva e da classificação que ocupa. Completa ausência de ideias.

CICLO - Apesar da gestão no segundo tempo, mais um jogo na quinta-feira, e a eliminar. Esperamos um “Porto” na máxima força.

por Fábio Daniel Ferreira

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sentido Único Rumo aos Oitavos

Entrada para a última e decisiva jornada da fase de grupos da Champions, ao FC Porto bastava-lhe igualar o resultado do Leipzig para seguir em frente na competição. Enquanto que os alemães somaram uma derrota, os portistas venceram e convenceram o já excluído Mónaco, assegurando, assim, pela 14ª vez um lugar entre os melhores na prova rainha da UEFA em 22 participações.

Com uma goleada que não deixou margem para dúvidas, cedo se começou a construir aquele que viria a ser o primeiro de 5 golos dos azuis e brancos. Na sequência de uma bola parada, Aboubakar percebeu as intenções de Brahimi que deixou o camaronês na cara de Benaglio, inaugurando o marcador. Fica a sensação que se este jogo tivesse como árbitros os senhores da passada sexta-feira, era assinalado fora de jogo.

A vencer desde os 9 minutos, o FC Porto controlava como bem queria o seu adversário sem que este conseguisse esboçar grande reação. Com os franceses a visitarem a Invicta apenas para cumprir calendário, o golo madrugador acabou por deitar por terra um opositor que se apresentou com várias mexidas no habitual 11 titular. 

Depois do primeiro, foi com naturalidade que os portistas viriam a fazer o segundo e terceiro golo. Primeiro com o bis de Aboubakar e, em cima do intravalo, com o camaronês a assistir de forma perfeita Brahimi, numa inversão de papeis. O FC Porto jogava bem, não permitia que o Mónaco construísse jogo, trocava a bola pelo campo todo e chegava com relativa facilidade à baliza de um adversário resignado e sem qualquer motivação. Nos primeiros 45 min, os azuis e brancos contabilizaram sete remates, seis deles dentro da grande área adversária, e quatro deles enquadrados. A isto juntavam-se, ainda, os 69% de posse de bola e 83% de passes certos. Domínio total.

Se no primeiro tempo não faltaram golos, a segunda parte não lhe ficou atrás. Essencialmente, devido ao facto de um Mónaco regressado dos balneários apostado em inverter a imagem dos primeiros 45 min.

Ora, nesse sentido, houve tempo para mais 4 golos num segundo tempo em que, embora se tenha assistido a um Mónaco mais atrevido, culpa da entrada de Falcão e Moutinho, o FC Porto deu continuidade ao domínio dos 45 minutos iniciais presenteando Alex Telles e Tiquinho com golos.

O FC Porto conquista, assim, a merecida qualificação, numa fase de grupos muito equilibrada que sentenciou o Mónaco como a grande desilusão, e o Besiktas a surpresa. Mas, mais que isso, premiou uma equipa sem qualquer reforço, que se adaptou e, acima de tudo, se reinventou. Mérito a Sérgio Conceição.

Destauqes:

IN

Aboubakar - 2 golos e 1 assistência, numa exibição onde houve espaço para outros dois remates e um passe para finalização. Em 5 jogos, Aboubakar marcou 5 golos e assistiu para outros dois. Enorme fase de grupos para o camaronês.

Alex Telles - Aproveitou da melhor forma o jogo em que foi observado para a seleção do Brasil. O lateral-esquerdo esteve certo a defender, com quatro intercepções, dois desarmes e oito recuperações de bola, e no ataque brilhou ainda mais: um golo, dois passes para finalização, completou dois de cinco cruzamentos e colocou dez vezes a bola na grande área adversária.

Finalização - Com os 5 golos no jogo de ontem o FC Porto marca um total de 15, o segundo melhor registo de sempre na competição, colocando-o no top 5 das equipas mais finalizadoras da competição.

OUT

Felipe - Alex Telles e Felipe estavam a ser observados para a seleção brasileira. O 1º aproveitou da melhor forma, já o segundo não podia ter feito pior. Com uma atitude perfeitamente desnecessária, o central acabou expulso. Aos erros a nível defensivo que vem somando de há uns tempos para cá, Felipe tem-se também desdobrado em atos irrefletidos que só servem para prejudicar a equipa. Já o disse e reforço: está a precisar de banco.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Sem Palavras

ROUBO! Não há outra forma que não esta de iniciar esta análise. Ontem assistimos a um roubo em direto. Eu sinto, verdadeiramente, que me foram à carteira e não pude fazer nada para o evitar. O sentimento de impotência perante isto é demasiado mau e não há como contornar as evidências, foi "à cara podre", meus amigos. Tenham vergonha!

Depois do que se assistiu ontem, é difícil fazer uma análise ao jogo jogado com o discernimento necessário até porque, afinal, estamos a falar de uma partida que, por influência direta da arbitragem, não terminou em 2 ou 3-0 para o FC Porto porque nos foram sonegados um golo, um penalti claro e consequente expulsão e outro lance de penalti que, admito, possa ser mais discutível.

Como se isto não bastasse, assistimos a um verdadeiro espetáculo de contorcionismo no pós jogo pela armada vermelha, que fez deste escândalo um prejuízo para o benfica. Eu até sugiro: já que estamos em época natalícia, aproveitem esses dotes de dobrar a coluna em 4 e apostem no circo de Natal.

O jogo começou com maior ascendente para a equipa visitante. Algo comum por parte do benfica, que tem nos 10/15 minutos iniciais de maior pujança uma arma para tentar alcançar a dianteira no marcador. Mesmo durante o período em que esteve melhor, não criou reais oportunidades de golo para a baliza de José Sá, pese embora os 65% de posse de bola ao quarto de hora. Enquanto isso, o FC Porto ia tentando lançar-se no contra-ataque com passes longos a aproveitar a velocidade de Marega. 

À medida que os minutos foram passando, o FC Porto foi crescendo e equilibrou o jogo, com o flanco direito a ser aposta dos Dragões para chegar à baliza de Varela. Aos 35 minutos, 45% dos nossos ataques surgiam pelo lado direito. E foi precisamente pela direita que surge o primeiro lance passível de penalti desta partida: Marega é rasteirado por Jardel e o árbitro nada assinala. Confesso que inicialmente me pareceu muito forçado, mas ao ver mais tarde as repetições há, efetivamente, um toque no pé do avançado maliano. Já todos vimos serem marcados penaltis por menos, não é verdade?

O jogo foi-se mantendo na mesma linha até perto do intervalo, quando surge novo lance na área do benfica e este é clarinho, não deixa dúvidas. A pergunta que se coloca é: Como é que isto não é assinalado? Por alma de quem é que o VAR deixa passar isto? E Jorge Sousa, não pede para visualizar o lance porquê? Ridículo. O FC Porto podia adiantar-se no marcador e o benfica ficava reduzido a 10, tudo isto em cima do final da primeira parte e o que isso poderia representar para os 45 minutos que se seguiriam. Como se não bastasse, tivemos de ouvir um Luís Freitas Lobo dizer que a bola bate na anca. Não brinquem!

O intervalo chegava e o crescente no jogo dos Portistas refletia-se nas estatísticas: tinha mais posse de bola e vantagem em indicadores como "bolas na área adversária" e "eficácia na distribuição".

O segundo tempo iniciava-se e, por minutos, ainda deu para pensar que a entrada do adversário registada na primeira-parte se iria repetir na segunda, mas tal não se viria a efetivar e, resumidamente, os segundos 45 min foram um verdadeiro amasso. O jogo fez-se num único sentido, as oportunidades sucediam-se e o desperdício também. Nos primeiros 15 minutos, Varela tinha sido já obrigado a fazer duas boas intervenções. 

A pressão exercida pelo FC Porto era tal, que a equipa adversária não conseguia sair a jogar, falhando quase metade dos passes que fez (53% de acerto no passe). Ora, com o caudal ofensivo portista a intensificar-se cada vez mais, eis que surge novo erro de arbitragem. Bandeirola levantada e anula-se um lance que daria o golo ao FC Porto. Novo erro gritante, desta vez do auxiliar que, contra o que é recomendado, não deixa seguir a jogada e anula de imediato a investida portista. Com lances como este como é que há a lata de se pedir que parem as críticas às arbitragens quando se invalida uma jogada destas? E nem venham com a conversa do "mas o Grimaldo sofreu falta". Não sofreu, foi tudo claro, ele nem sequer se queixa de falta. O auxiliar tinha o campo de visão limpo, é um lance demasiado básico para ser só incompetência.

Depois de novo roubo, Sérgio Conceição fez entrar Otávio para o miolo e, com o brasileiro a surgir bem na partida, aumentava ainda mais o perigo para a baliza encarnada. Até final, o FC Porto viria a desperdiçar dois golos feitos, com Marega em primeiro plano.

Destaques:

IN

ALEX TELLES - O lateral-esquerdo completou 12 acções defensivas, divididas de igual forma entre desarmes e alívios, e somou três passes para finalização. Para além disso, acertou quatro das suas cinco tentativas de cruzamento, colocou 14 bolas na área contrária e venceu nove dos 12 duelos que disputou.

BRAHIMI - O argelino destacou-se na distribuição de jogo com quatro passes para finalização. Tentou o drible 15 vezes, levando a melhor em sete ocasiões, venceu 15 dos 25 duelos que disputou e sofreu cinco faltas.

SEGUNDO TEMPO - Depois de uma primeira-parte mais dividida, os segundos 45 min foram de bom nível para o FC Porto, de tal forma que submeteu o benfica ao seu meio-campo durante praticamente todo o tempo concedendo ao rival uma oportunidade clara de golo e criando diversas. Faltou o golo que nos tiraram e a concretização das oportunidades.

OUT

ARBITRAGEM - Já disse em cima o que penso acerca do que vimos ontem no Dragão, foi demasiado mau para ser verdade. Vergonhoso!

FELIPE - Se fosse treinador, Felipe no próximo jogo e sentar-se no banco. A entrada sobre Jonas é para amarelo, claro e inequívoco. O que fez o brasileiro, era o lance tipo que, que para além da rivalidade, me fazia sentir nojo pelos jogadores do benfica, porque era uma constante o recurso a este tipo de ações, como tal irrita-me profundamente ver jogadores do meu clube fazerem o mesmo. Uma coisa é ser viril, outra é ser porco. Espero que Felipe altere a sua postura e opte pela primeira opção.

domingo, 26 de novembro de 2017

Escorregadela(s)

O FC Porto visitou a Vila das Aves, no jogo que antecedeu a receção ao Benfica, mas não conseguiu levar de vencida a equipa da casa que se apresentou coesa, pressionante e a não dar espaços aos azuis e brancos mas, mais que isso, deparou-se perante um FC Porto desinspirado que facilitou aos avenses a estratégia para este jogo.

Simplificando, foi mais ou menos isto: jogamos pouco; o empate surge quando menos interessava; o Corona devia levar duas chapadas do Sérgio Conceição; se o Danilo fosse branco e se chamasse Jonas não era 1 penalti, eram 2, no mínimo.

Basicamente foi isto. O FC Porto até entrou bem, com Soares a surpreender no 11 (e Marega no banco) os portistas entraram praticamente a vencer no encontro e, logo aos 6 min., Ricardo Pereira colocou a equipa na frente depois de um passe fantástico de Tiquinho. Se o golo podia balancear o FC Porto para uma exibição tranquila, tal não aconteceu. Balanceou, isso sim, para uma exibição amorfa e com poucas oportunidades para os azuis e brancos.

Com uma ótima reação ao golo sofrido, era o Aves quem criava as melhores ocasiões. Aos 20 minutos levava já 6 remates e há meia hora contabilizava 6 passes para finalização contra 4 dos portistas, o que atestava o fraco rendimento da equipa azul e branca. O FC Porto não conseguia chegar à frente com perigo, embora com dois homens lá na frente o jogo não fluía com qualidade, falhavam-se passes, escorregava-se muito, jogava-se mal. Ao fim do primeiro tempo, bom mesmo era o resultado.

Na segunda parte, a equipa juntou as suas linhas, encurtando os espaços, dificultando o jogo do CD Aves. Porém, a alteração da estratégia dos portistas trazida do balneário, viria a esbarrar numa ação infeliz de Corona. Já amarelado, pisou o adversário vendo o merecido segundo cartão amarelo, e consequente expulsão. É verdade que o critério do árbitro nem sempre foi igual para ambos os lados, mas Corona comete a infantilidade de fazer uma falta perigosa pondo em causa o resto da partida.

Ora, com menos um, o vislumbre das alterações ao intervalo goraram-se rapidamente e aguentar o golinho de vantagem era só o que já se pedia.

Tal não aconteceu e o Aves acabou mesmo por empatar, colocando justiça no marcador, diga-se.

Empatados, tivemos de correr atrás do prejuízo e, com menos um, foi quando começamos a produzir mais futebol, ainda assim mais com o coração do que com a cabeça. O empate despertou a equipa e Sérgio mostrou que o 1 igual não interessava, fazendo entrar homens para o ataque, ainda assim o desespero por querer fazer o golo levava a equipa a decidir mal, com inúmeras tentativas falhadas de lançar a bola longa para a velocidade de Marega. 

O golo não apareceu, pese embora houvesse oportunidade para tal, tivesse sido assinalado o penalti sobre Danilo mas, mais que isso, fica uma exibição pobre e consequente perda de pontos antes da receção ao Benfica.

Se por um lado acredito que, após este desaire, a equipa queria dar uma resposta forte, não há como negar que existe uma outra face. As debilidades demonstradas, os erros, a fraca qualidade de jogo e o pouco fulgor ofensivo, tiveram o condão de diluir a imagem de um Porto que podia fazer em água o rival da próxima sexta-feira. Mas estou convicto de que a primeira opção prevalecerá.

Destaques:

IN

RICARDO PEREIRA - Para além do golo, o lateral português esteve a bom nível no que tocou a defender. Terminou com cinco desarmes e quatro interceções e ganhou sete dos 13 duelos individuais que disputou.

DANILO - Herrera até pode ser o capitão, mas é em Danilo que vejo essas características dentro de campo e, ontem, não foi excepção. Muito interventivo com os colegas e a tentar levar a equipa para a frente. Fez dois remates, criou uma ocasião flagrante e a realizou três tentativas de drible (duas com sucesso). A defender registou quatro interceções e sete recuperações de bola.

OUT

QUALIDADE DE JOGO - Para além do empate, este foi o pior jogo do FC Porto neste campeonato e, como já referi, surge com um péssimo timing. Tenho a certeza que não será este o nível de jogo com que defrontaremos o nosso rival, o contexto e exigência são outros, mas não podemos repetir as fragilidades que ontem foram visíveis.

FIO DE JOGO - Faltou consistência ao FC Porto, faltou capacidade de construir jogo, de trocar a bola, de jogar apoiado, definir com critério e chegar à zona de finalização. Faltou fio de jogo. Vimos, pelo contrário, um futebol trapalhão, pouco criterioso e, já em desespero, de "chutão" para a frente que raras vezes dá frutos. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Objetivos Intactos Após Inferno de Istambul

No jogo da penúltima jornada da fase de grupos da Champions, o FC Porto trouxe na bagagem um empate que mantém abertas as portas dos oitavos de final da competição, dependendo apenas de si para seguir em frente na prova rainha da UEFA. As decisões ficaram adiadas para a última jornada mas, para já, ficou garantida, no pior dos cenários, a presença na liga europa.

Os dragões subiram ao inferno de Istambul e passaram no difícil teste que é o de jogar no ambiente frenético dos estádios turcos, com isso, o FC Porto continua invicto em território bizantino contabilizando 3 vitórias e 2 empates nos 5 jogos realizados. 

Face aos condicionamentos do plantel azul e branco, Sérgio Conceição apresentou alterações no 11 inicial. O treinador Portista não tem medo de mexer, e até que se tem dado bem na hora de adaptar a equipa ao adversário ou à problemática das lesões. Ontem aconteceu de novo. Depois do jogo com o Leipzig onde Maxi foi chamado a jogar a médio direito no decorrer da partida, ontem, o uruguaio saltou para o 11 inicial mas, desta vez, para que Ricardo subisse no terreno. Também Sérgio Oliveira entrou novamente para a equipa titular. Ele que leva mais jogos a titular na liga dos campeões do que no campeonato.

Sérgio Conceição aprendeu a lição da primeira volta e não permitiu que o meio campo portista fosse destruído pelos turcos tal como aconteceu no dragão. A alinhar com 3 homens no miolo, os azuis e brancos preencheram bem esta zona do terreno e condicionaram o Besiktas na fase inicial da construção do seu jogo. Pese embora a grande vantagem na posse de bola para os turcos (62% - 37%), o FC Porto foi sempre conseguindo manter o perigo afastado da sua baliza e, quando não o fez, José Sá deu conta do recado com grande nível. 

Num jogo equilibrado as oportunidades não abundaram, de tal forma que os dragões chegaram à vantagem no primeiro remate à baliza. Num lance de laboratório, o FC Porto apontou o sétimo (!!) golo na sequência de uma bola parada, num total de 10 marcados na competição. Ora, por aqui se vê a importância dada por Sérgio Conceição a estes lances, depois de várias épocas em que era completamente esquecida a preponderância destes pelos treinadores que por aqui passaram. 

Face à pressão e ao número de jogadores que colocava na zona central do terreno, o jogo turco fazia-se muito pelas laterais e foi mesmo daí que viria a surgir o golo do empate, numa investida de Tosun que deixou para trás Felipe, entregou a Talisca para encostar.

O início do segundo tempo foi, sem dúvida, o período de maior dificuldade para os comandados de Sérgio Conceição, infligidos a um verdadeiro sufoco pela equipa da casa. Nos primeiros 15 minutos o Besiktas registava 79% de posse e três remates contra um. Muito devido a um FC Porto desconcentrado que errava passes sucessivamente e não conseguia sair a jogar com critério.

O FC Porto viria a conseguir equilibrar a partida e, até final, o ritmo de jogo foi diminuindo numa espécie de "pacto não-agressão" entre as duas equipas, até porque o resultado acabava por ser positivo para ambas.

Destaques

IN

FELIPE Pese embora o falhanço na forma como abordou o lance do golo do empate, o central brasileiro esteve em grande nível. Para além do golo, Felipe completou ainda 12 alívios, quatro interceções e ganhou metade dos duelos individuais que disputou.

JOSÉ SÁ -  Depois de novas dúvidas acerca da possibilidade de voltar ou não ao 11 após o jogo para a Taça de Portugal, Sá voltou mesmo e respondeu com várias e valiosas intervenções que permitiram segurar o empate no marcador. O guarda-redes começa a dar os primeiros passos naquilo que se esperava quando chegou ao clube: ser o guardião das balizas portistas dos próximos anos.

OUT

MINUTOS INICIAIS - Os minutos iniciais de ambas as partes trouxeram um FC Porto nervoso e a cometer muitos erros. Se na primeira-parte isso não trouxe problemas, muito devido a um Besiktas, pouco melhor fazia, o segundo tempo permitiu o sufoco da parte do adversário que podia ter causado estragos.

PINTO DA COSTA - Depois de Fernando Gomes ter falado há uns tempos que o FC Porto tinha tantos jogadores sob contrato que se estorvavam uns aos outros, como se a culpa disso fosse de uma qualquer "entidade" externa ao clube, ontem, foi a vez do presidente portista vir dizer que "se fosse para não querer ganhar o jogo tinha contratado o Lopetegui", para além de descontextualizadas, as suas declarações vão na linha daquilo que disse o Administrador da SAD, como se a vinda de Lopetegui fosse culpa de outra pessoa qualquer. Um bom exemplo para um "Quando é Melhor Estar Calado".

domingo, 19 de novembro de 2017

Precocemente Eliminados

Guardem-se os “champanhes” e os confetis e apaguem-se os “posts” preparados para serem publicados, afinal o “Porto” seguiu em frente. Numa partida em que o FUTEBOL CLUBE DO PORTO mostrou querer resolver cedo a eliminatória, a mesma acabou discutida até ao final. Com duas reviravoltas no marcador, os azuis e brancos acabam por sair vivos de uma sepultura já cavada.

Em jogo de TAÇA DE PORTUGAL, uma competição propícia a surpresas, SÉRGIO CONCEIÇÃO não fez grandes alterações. Iker CASILLAS (que se estreou na prova raínha do futebol português) foi, aliás, a grande novidade num onze que contou ainda com HERNÂNI e ÓLIVER torres. Nesse sentido, os “dragões” quiseram desde cedo impor o seu jogo e o golo, aos 5 minutos, de DANILO pereira, num canto bem batido por alex TELLES, auguravam uma noite aparentemente tranquila.

Perante um SC PORTIMONENSE organizado, com bola, mas bastante apático sem ela, a equipa de CONCEIÇÃO mandava no jogo, controlando o meio campo e chegando com alguma facilidade ao último terço atacante falhando, quase sempre, no momento da decisão. No entanto, defensivamente a equipa portista ia claudicando em alguns momentos e a formação de VÍTOR OLIVEIRA ia aproveitando.

O acumular de oportunidades desperdiçadas no ataque azul e branco, principalmente nos remates de jesús CORONA e ANDRÉ ANDRÉ e no cabeceamento de DANILO, mais uma vez numa bola parada de TELLES, faziam a equipa de Portimão crescer no jogo, em busca do empate. Com DENER clemente e WELLINGTON carvalho em bom plano e com um desconcertante shoya NAKAJIMA (já o tinha sido no jogo da LIGA NOS), a formação algarvia acaba por materializar em golo o crescimento no jogo, numa jogada onde WELLINGTON aproveitou o ressalto, no remate do nipónico, e perante a passividade da defesa portista, para bater CASILLAS.

Para o segundo tempo, SÉRGIO CONCEIÇÃO tratou de corrigir sobretudo aspetos defensivos e com o recuo das unidades atacantes do PORTIMONENSE, tornando a equipa menos afoita, o FC PORTO tratou de voltar a mandar no jogo, entrando em destaque no ataque azul e branco vincent ABOUBAKAR. Mesmo perante a supremacia azul e branca, os alarmes soaram nas alas atacantes e, perante a lesão (esporádica) de CORONA e com um HERNÂNI complicativo, CONCEIÇÃO lançou BRAHIMI precisamente para o lugar do extremo português.

Contra a corrente do jogo, e quando o atacante ANDRÉ PEREIRA se preparava para se estrear no FC PORTO, a equipa alvinegra acaba por chegar à vantagem, num lance em que é PEDRO SÁ, com um grande golo, a aproveitar a passividade portista. Com cerca de 20 minutos para jogar, o PORTIMONENSE repetia assim o feito de fazer 2 golos no DRAGÃO esta época.

Perante o resultado, num jogo a eliminar, restou ao FC PORTO partir para cima da equipa algarvia que limitou-se, naturalmente, a defender. Já com ANDRÉ PEREIRA ao lado de ABOUBAKAR, os azuis e brancos beneficiaram ainda da expulsão de FELIPE MACEDO para criar um cerco à baliza de carlos HENRIQUE. Nesse sentido, e com a entrada de miguel LAYÚN para o lugar do “tocado” CORONA, VÍTOR OLIVEIRA esgotou as alterações com dois defesas arriscando tudo na conservação do resultado.

No entanto, já com CONCEIÇÃO fora do banco, mas galvanizado, mais uma vez pelo DRAGÃO, o espírito guerreiro e sangue frio do FC PORTO veio ao de cima. Num final épico, ABOUBAKAR, aos 90+1,  na segunda assistência de TELLES, e BRAHIMI, aos 90+5, aproveitando um passe de ANDRÉ PEREIRA, que tentava servir o camaronês, conquistaram a reviravolta e a passagem à próxima fase da prova.

Antes da visita ao “inferno” de Istambul, num importante jogo para a LIGA DOS CAMPEÕES, a frieza dos “dragões” resulta num balde de água gelada para os que esperavam a sua eliminação. Numa partida em que o PORTIMONENSE vendeu cara a eliminação, o FC PORTO sai bem vivo, depois de precocemente eliminado.

DESTAQUES

IN

DANILO/ALEX TELLES - DANILO pelo golo, TELLES pelas assistências e ambos pelo que jogaram. Duas grandes exibições.

DRAGÃO - Mais uma vez, incrível no momento em que a equipa mais precisava. Os adeptos mereceram a épica reviravolta.

PORTIMONENSE- Vendeu cara a eliminação e por mérito próprio. Merecia outro sorteio.

OUT

HERNÂNI - A difrença, para melhor, após a saída do português foi notória. Complicativo por responsabilidade própria.

VÍTOR OLIVEIRA - A exibição da sua equipa em pleno DRAGÃO merecia outro discurso. Atribuir a responsabilidade da eliminação a uma incompreensível expulsão de TELLES é próprio de quem festejou cedo demais.

por Fábio Daniel Ferreira