sábado, 18 de fevereiro de 2017

A Goleada ao Tondela e o Tom Deles

Nova jornada, nova vitória e mais revolta daqueles que não falam de arbitragem.

O Tondela foi o adversário que antecedeu a receção à Juventus, mas nem por isso o compromisso dos Dragões foi menor. Cumpriram com o que se exigia e, ainda que com muito desperdício à mistura, despacharam a equipa do distrito de Viseu com 4 tentos sem resposta, numa exibição marcada por belos golos que abrilhantaram a noite de sexta-feira.

Com uma primeira-parte onde o FC Porto criou várias oportunidades para se adiantar no marcador, era o guarda-redes da equipa visitante que ia impedindo os portistas de inaugurarem o marcador. À passagem do minuto 40 os azuis e brancos somavam 6 remates dos quais 5 enquadrados com a baliza. 

Ao minuto 42' um penalti assinalado pelo árbitro viria a desbloquear a partida e lançar o FC Porto para uma exibição tranquilo e de qualidade. Exibição essa conseguida, também, muito graças à expulsão por acumulação de amarelos do jogador do Tondela.

No segundo-tempo, a vencer, o FC Porto intensificou o seu domínio e presenteou o Dragão com três belos golos. 

Rúben Neves, à bomba, fez levantar o estádio e dilatou a vantagem, 
Este "menino", como é nosso não teve o seu golo repetido milhões de vezes por essas paginas de jornais e televisões. Fosse de outras paragens e estariam a comparar este golo com algum apontado pelo Pirlo algures no início da sua carreira.

O domínio era notório, e à hora de jogo o FC Porto registava 61% de posse de bola. O que viria a resultar ainda em mais dois golos: Soares e Jota. O primeiro com um remate cheio de classe e o segundo a finalizar uma boa jogada coletiva.

O jogo terminava com a vitória portista por 4 bolas a 0. Foram quatro, mas podiam ser mais dois ou três, tais foram as oportunidades criadas e desperdiçadas. 
O FC Porto dominou, não perdeu o foco do jogo e brindou os adeptos com golos e um boa exibição.

A vitória portista, como vem sendo hábito, incomodou muita gente e a choradeira teve, ontem, novo episódio. 
Não é engraçado vê-los falar de arbitragens? Foram jornadas a fio de gozo pelas queixas mais que fundamentadas do nosso clube, foram jornadas a fio de silêncio na comunicação social perante as nossas críticas, eles não escondiam a sua sobranceria, arrogância, eram hashtags de #aculpaédobenfica, era tudo e mais alguma coisa. 

Por todo o lado falava-se no caminho certo que estavam a percorrer, tinham 10 equipas no mesmo plantel, tudo craques. 
Para aqueles lados não se falava de arbitragem, o treinador era educado e fazia o seu trabalho e, num ápice, tudo mudou. Saíram do buraco.

Vencemos o Tondela, mas e o tom deles? Eles andam amarelos, doentes. Não lhes cabe um feijão. O senhor treinador educado já anda revoltado, já pedem reuniões urgentes, tremem e estão com medo.
"O campeonato está entregue" dizem entre soluços de choro. Mas onde andaram durante metade da época? Delicioso!

Ao FC Porto e adeptos pede-se que não tirem o pé do acelerador. Temos de continuar a morder-lhes os calcanhares, a comer a relva e fazê-los sair ainda mais cá para fora. Eles tremem, não se aguentam das pernas e nós não podemos parar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Nova Batalha Ganha No Assalto ao Castelo

O D. AFONSO HENRIQUES era sem dúvida um dos estádios mais complicados para o FC PORTO até ao fim da temporada. Pois bem, na luta pelo título, os azuis e brancos não só conquistaram os três pontos como saem da cidade berço com a confiança reforçada.

Tal como nos últimos tempos, também o jogo de Guimarães me dividiu nas opiniões sobre NUNO ESPÍRITO SANTO e sobre o momento do FUTEBOL CLUBE DO PORTO. É certo que mais uma vez o nosso técnico mudou o sistema e até mexeu em algumas peças chave na construção do onze mas, não é menos verdade que na resposta à vitória do SL BENFICA na véspera, sobre o FC AROUCA, os dragões somaram mais três preciosos pontos. Aliás, essa situação, de seguir na perseguição aos encarnados, ultrapassa até o facto de, pela segunda partida consecutiva o FC PORTO ter, por exemplo, menos posse de bola, menos ataques e até menos presença de bola na área adversária.

A inclusão, no onze, de héctor HERRERA e de andré ANDRÉ causaram surpresa. O FC PORTO ganharia mais presença no meio campo, onde teria a principal batalha do encontro. No entanto, o facto dos relegados terem sido ÓLIVER torres e jesus CORONA, importantíssimos no clássico, fizeram também temer uma equipa azul e branca de tração atrás, contra uma equipa de PEDRO MARTINS que jogava sem os três atacantes mais influentes da época: moussa MAREGA e HERNÂNI, cedidos por nós e SOARES que agora veste a nossa camisola.

E realmente, na primeira parte foi um FC PORTO habitual o que vi no D AFDONSO HENRIQUES. Curtos na zona onde NUNO mais mexeu (meio campo), andré ANDRÉ e DANILO pereira não chegavam para as despesas e onde o VITÓRIA usofruia de muito espaço e ofensivamente com a profundidade dada apenas por yacine BRAHIMI ou através de bolas colocadas na frente para ANDRÉ SILVA ou para SOARES.

Mas curiosamente, numa primeira parte onde destaco principalmente o nosso processo defensivo, lá nasce o golo do FC PORTO que, contrariando a minha “análise”, consegue colocar o lateral junto à linha (alex TELLES) e o “ala” contrário HERRERA a marcar presença na área, onde acaba por servir ANDRÉ SILVA para o toque que SOARES, outra vez SOARES, desvia para a baliza.

Com o golo, e sem deixar que o VITÓRIA SC chegasse com perigo à baliza de iker CASILLAS, exepto o remate de RAPHINHA já no minuto 45, os dragões criaram uma muralha para a segunda parte, que lhes permitisse depois explorar o espaço que a equipa de Guimarães daria na frente. E se na nossa área ainda passamos por alguns sobressaltos, pura pólvora seca, também considero que NUNO, ao seu estilo conservador, mexeu bem e decisivamente na partida.

PEDRO MARTINS retirou bernard MENSAH do meio campo e colocou um extremo fábio STURGEON enquanto ao mesmo tempo NUNO preencheu precisamente esse meio campo com a entrada de diogo JOTA, em detrimento de ANDRÉ SILVA. O técnico vimaranense voltou a mexer no meio campo com a entrada de JOÃO AURÉLIO, mas ficando sem o apoio mais defensivo da zona fulcral do terreno, o FC PORTO respondeu com duas trocas por troca, que “terminaram” definitivamente com o jogo, primeiro com CORONA para o lugar de BRAHIMI e depois ÓLIVER por ANDRÉ ANDRÉ.

O segundo golo, apontado por JOTA, mas mérito e muito para alex TELLES, foi apenas a conclusão de mais um capítulo neste campeonato. O FC PORTO segue, segundo o nosso técnico, no «melhor momento da época» e só esperemos que a nível de resultados assim continue. Mais três pontos, suados, difíceis mas muito, muito importantes.

Destaques:

IN 

alex TELLES - Outra vez decisivo e de novo nos 2 golos. Curioso não aparecer numa capa de jornal com uns 80 milhões. 

FELIPE x ivan MARCANO - Mais uma vez uma muralha. Desta vez, curiosamente em terra de castelos. 

andré ANDRÉ - Incansável no regresso a uma casa que bem conhece. Sentiu a camisola. 

SOARES - Dois jogos, três golos, frente a SPORTING CP e VITÓRIA SC. Que se mantenha o registo. 

OUT 

Estatísticas - Que sempre piores, se o resultado for o mesmo. Duas semanas “piores”, duas semanas com três pontos.



por Fábio Daniel Ferreira,
Muralha Azul

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Da Crença ao Coração. Ganhámos!

Ganhámos!

É assim que faz sentido começar, porque a vitória é o que mais importa e pela forma como foi conquistada: suada, sofrida mas, no final, saborosa.

O FC Porto venceu, ontem, o seu primeiro clássico com NES no comando depois da derrota em Alvalade e do empate com o Benfica. Diria que a sorte que nos faltou contra os encarnados tivemos no jogo de ontem acabando por vir a conquistar os três pontos.

Muitas vezes a demonstrar falta de coragem na hora de lançar o seu 11, ontem NES não foi em meias medidas e arriscou com uma equipa muita balanceada para o ataque e com a estreia algo surpreendente de Tiquinho Soares, que viria a ser um dos heróis da partida.

A marcar cedo no encontro por intermédio do estreando Soares, o FC Porto conquistou a segurança que uma vantagem oferece. Contudo, o decorrer da primeira parte foi demonstrando um jogo muito disputado no meio-campo, muito físico e de perda e recuperação,

À passagem da meia-hora até eram os visitantes que iam dominando, com o FC Porto mais preocupado em defender, e os 61% de posse de bola e 133 passes do Sporting contra os 87 dos azuis e brancos assim o iam demonstrando. Contudo, nada que impedisse os Portistas de fazer novo golo e novamente por intermédio do avançado proveniente de Guimarães. Com uma estreia de sonho, Soares aproveitou o grande passe de Danilo que o deixou em belíssima posição, sem tremer
ultrapassou Rui Patrício e fez o segundo da conta pessoal.

O FC Porto ia assim a vencer para os balneários em condições de vir a fazer um segundo tempo tranquilo e aspirar a fazer mais algum golo. Porém não foi o que viria a acontecer, bem pelo contrário. O FC Porto fez uma segunda-parte fraca, não conseguiu pegar no jogo e sofreu até ao final.

Tal como disse ontem, numa breve análise no final do encontro, não havia mais velas para acender. Colocámo-nos numa posição desnecessária e foi sofrer a bom sofrer, um verdadeiro teste ao coração.

O Sporting entrou decidido em inverter a desvantagem, e o FC Porto não conseguiu suster a pressão. Não construía, perdeu o meio-campo, e NES mostrou novamente medo em mexer, o que permitiu ao Sporting fazer o 2-1 no encontro. Era preciso povoar o meio-campo e sacrificar um dos avançados, uma vez que a bola não chegava aos homens mais adiantados.
Ainda que tarde, Nuno percebeu, numa altura em que o Sporting continuava a carregar alimentado pela crença no empate e as dificuldades não diminuíram.
Por momentos parecemos uma equipa pequena que se apanhou a ganhar a um grande e defender era só o que nos competia, o que não deveria ser nada assim.

Até final valeu a crença dos jogadores em segurar a vantagem e de um Casillas que fez jus ao San Iker, pelo qual é conhecido, a revelar-se um verdadeiro gigante ao travar uma cabeçada com selo de golo.

Os grandes obreiros desta vitória foram mesmo os jogadores, sofreram mas aguentaram firmes com um grande espírito de sacrifício, entreajuda e, acima de tudo, coração.

Vencemos e é o que importa no final de tudo, mil vezes sofrer e vencer do que massacrar e não conseguir mais do que um empate como aconteceu com o rival da luz. Em todo o caso, sofremos e pusemo-nos a jeito desnecessariamente, mas o três pontos ficaram na Invicta.

Heróis do jogo
Imagem: Dragão Rúben.
Destaques:

Soares - Era inevitável. Marcou dois golos na sua primeira partida pelo FC Porto. Para além do “bis”, o antigo jogador do V. Guimarães fez dois passes para ocasião e um drible eficaz, protagonizou 38 duelos e sofreu oito faltas.

Casillas - Enorme. A par de Soares, foi o herói deste encontro. Fez uma defesa que vale campeonatos e assim esperemos que seja. Está lá para isso, mas há defesas e defesas.

Nuno Espírito Santo - Se apresentou um 11 corajoso e como se pedia, voltou a hesitar na hora de mexer na equipa. Deixou o adversário diminuir a desvantagem e acreditar até final. Se os anteriores são destaques pela positiva, NES merece um menos no encontro de ontem.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Invenções Corrigidas a Tempo

Na jornada que antecede a visita do Sporting CP ao Dragão, a equipa de Nuno Espírito Santo rumou a sul para defrontar a frágil equipa do Estoril  Praia, que por esta altura vai realizando um campeonato bem abaixo daquilo que nos foi habituando nos últimos anos. 

Pese embora a época sofrível até ao momento do clube da linha, o Coimbra da Mota é um terreno historicamente difícil para os azuis e brancos contudo, no passado sábado, o principal adversário dos portistas não foram os canarinhos mas sim Nuno Espírito Santo.

O treinador portista decidiu inovar, prescindindo dos extremos de que dispõem e apostar numa equipa que segundo ele lhe "oferecesse o máximo equilíbrio nos diferentes momentos do jogo", mesmo estando a jogar contra aquele que, a par do Belenenses, é o pior ataque da liga com 12 golos marcados à entrada para esta jornada.

Aquilo que não passou de uma invenção obrigou o FC Porto a suar para conquistar os três pontos, não sem antes haver tempo para o erro da praxe contra os azuis e brancos. 

Com uma primeira-parte fraca e sem história, com o 11 que lançou a jogo NES apenas conseguiu ver um jogo afunilado e sem oportunidades. Aos 36' a equipa contabilizava três remates e nenhum enquadrado com a baliza. Foi aí que o treinador portista decidiu fazer marcha atrás na tática inicial e lançar Brahimi para o lugar do apagado Jota. É nítido o abaixamento de forma do jovem portista e ontem foi mais um exemplo disso. Das 15 vezes em que teve a bola na sua posse perdeu-a por 9 ocasiões.   
 
Só no segundo tempo o FC Porto começou a dar mostras de si, especialmente a partir do momento em que entraram em campo Rui Pedro e Corona, aumentando a pressão sobre o adversário que ia tentando resistir. Adivinhava-se o golo mas ora o desacerto, ora o Gr Moreira, ora o árbitro da partida foram negando o golo ao FC Porto.

Golo esse que veio a aparecer somente aos 83 por intermédio de André Silva ao converter uma grande penalidade clara cometida sobre o próprio. Ainda viria a haver tempo para Corona, numa belíssima jogada individual fazer o segundo e para o Estoril reduzir nos últimos minutos de jogo. 

O resultado final fixou-se nos 1-2 com o FC Porto a sofrer o seu primeiro golo fora de portas desde que defrontou o Sporting em Alvalade. Mas, mais do que isso, um jogo sofrido em que o principal adversário da equipa foram as opções técnicas iniciais. 

São evidentes as melhorias no processo defensivo e na reação à perda da bola da equipa portista e se a velha máxima nos diz que "ataques ganham jogos e defesas campeonatos" NES parece levar este dito demasiado à letra ao ponto de abdicar das asas da equipa que lhe conferem o individualismo e genialidade necessárias, por um equilíbrio exagerado mesmo perante um dos piores ataques do campeonato. Algo que, definitivamente, foi difícil de perceber quando de um lado está uma equipa que luta pelo título e do outro uma que luta para não descer.

Destaques: 

Reconhecer o erro - Ainda que sem o admitir, NES voltou atrás na sua estratégia inicial, e corrigiu o erro que podia ter custado caro ao FC Porto, fez entrar Brahimi, Corona e Rui Pedro que trouxeram à equipa a frescura e imaginação que faltava até então. Um erro que acabou por ser corrigido a tempo.

André Silva - O jovem ponta-de-lança foi fundamental. Marcou um golo, de penalty, fez a assistência para o 2-0 e rematou três vezes, duas enquadradas. Incansável ainda viu ser-lhe visto negada uma grande penalidade.

Alex Telles - O lateral esteve sempre em jogo, com quatro passes para ocasião, embora apenas um de bola corrida. Foi um de três jogadores a tocar 66 vezes na bola, o máximo do jogo.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Vitória à Cabeçada

No dobrar do campeonato o FC Porto venceu o Rio Ave por 4 bolas a 2 num jogo que chegou a assustar mas com a equipa a dar a devida resposta e à cabeçada.

No jogo de ontem o FC Porto não entrou bem, nervoso e com a equipa visitante bem encaixada no sistema azul e branco, os dragões não conseguiam tomar as rédeas da partida. Os forasteiros, à passagem do quarto de hora registavam mesmo 60% de posse de bola, 62% dos duelos ganhos e mais um remate que os azuis e brancos.

Pese embora as estatísticas desfavoráveis, foi o FC Porto quem se adiantou no marcador quando num livre, Felipe subiu lá acima para fazer o primeiro da partida. 
Em vantagem seria natural que os comandados de NES tranquilizassem e, a partir daí, arrancassem para uma exibição segura, mas não aconteceu. A equipa continuou intranquila e uma amostra disso mesmo foi o golo do empate apontado pelo Rio Ave. Casillas facilitou e solto de marcação Guedes apareceu para fazer o mais fácil e encostou para o fundo da baliza.

Depois de um primeiro tempo com uma equipa intranquila e com dificuldades em tomar conta da partida e partir para um domínio do jogo, aguardava-se com expectativa o segundo tempo para se perceber qual seria a atitude dos azuis e brancos.

Ora a segunda parte iniciou-se praticamente com o golo da equipa de Vila do Conde, Layún num jogo pouco conseguido após regressar de lesão, cometeu o penalti que permitiu a Roderick colocar a sua equipa em vantagem.

Curiosamente foi a desvantagem que despertou o FC Porto que, finalmente, assumiu as despesas e acordou para uma exibição que o estádio começava a exigir.

Marcano, de cabeça, empatava e logo de seguida NES, sem medo, fazia entrar Rui Pedro sacrificando um defesa (Layún). Já no inicio da segunda parte André André rendia Corona. 

As substituições surtiram o efeito esperado, Com André o FC Porto ganhou mais pulmão no meio-campo e possibilitou que a equipa ganhasse mais equilíbrio no setor intermédio passando a controlar melhor a partida.

Danilo, em novo lance de bola parada também ganhou nas alturas e em sete minutos, a equipa dava a volta ao marcador, a contemplar uma segunda parte de grande intensidade e procura pela baliza contrária.
Mais perto do final Rui Pedro ofereceu a tranquilidade que podia ter aparecido mais cedo, e aos 88' deu o golpe final que retirou ao adversário qualquer possibilidade de roubar a vitória ao FC Porto.

Em suma, este foi um jogo que valeu pela crença e vontade da equipa. Se houve motivos para o Dragão ficar em sobressalto depois de uma primeira parte pouco conseguida e a segunda a abrir com a desvantagem no marcador, os azuis e brancos acordaram para uma recuperação pautada pela garra e emoção no encontro com todos os golos a serem apontados de cabeça.

Destaques: 

Danilo - O número 22 portista somou 13 acções defensivas e nove recuperações de bola, e venceu 88% dos duelos que disputou. Foi também ele que fez o golo que possibilitou a cambalhota no marcador e não escondeu a emoção pelo momento. Para mim, o jogador que mais raça e espírito de dragão demonstra. Para quando a braçadeira no seu braço?

Centrais - Os centrais do FC Porto mais do que defender foram lá à frente mostrar aos avançados como se faz, a defesa azul e branca é de resto a que mais marca no campeonato e muito por culpa dos seus dois defesas centrais. Marcano conta já com 4 golos apontados ao passo que Felipe soma 2.

Dragão - Grande ambiente ontem no Dragão. Bancadas bem compostas e um tempo e horário que levaram os adeptos ao estádio. Golos, emoção e festa formam uma bela tarde de sábado para aqueles que acorreram ao Dragão. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Distâncias Encurtadas na Corrida para a 2ª Volta

Depois de na jornada anterior o FC Porto ter escorregado novamente e deixar escapar o seu mais direto adversário, este fim-de-semana trouxe a possibilidade de colocar novamente tudo como estava e os azuis e brancos não desperdiçaram e bateram o Moreirense por 3 bolas a 0.

Ao ver o nosso rival perder pts é inevitável o sentimento de satisfação, alternado pelo amargo de boca pelo empate na jornada passada que nos impede de estarmos ainda mais próximos do nosso objetivo. Contudo, a jornada foi-nos bastante proveitosa e conseguimos ganhar pts aos dois clubes de Lisboa em simultâneo, o que não é fácil.

À entrada para o jogo de ontem outra coisa que não a vitória seria algo impensável e depois de três jogos sem conhecer o seu sabor, o FC Porto estava na obrigação vencer e voltar a recuperar a crença numa vitória do campeonato.

Até foi o Moreirense quem criou a primeira grande oportunidade do encontro nos primeiros 10 minutos, mas o FC Porto seria o primeiro a fazer balançar as redes à passagem da meia hora de jogo depois de 6 tentativas que não encontraram a baliza de Makaridze.
Chegados à vantagem no encontro durante o primeiro tempo por intermédio de Óliver, a tarefa descomplicava-se, ficando ainda mais fácil com o dilatar para 2-0 (André Silva).
Os azuis e brancos viriam ainda a beneficiar da expulsão de Francisco Geraldes, desenhando assim uma noite que teria tudo para correr bem. E assim foi.

A primeira parte foi de domínio do FC Porto e o resultado assim o mostrava mesmo que sem um grande brilhantismo. Regressados dos balneários esperava-se um segundo tempo que aliasse ao domínio do primeiro, uma boa exibição aproveitando as facilidades conseguidas na primeira parte. Algo que até se viu mas só até ao golo de Marcano.

Feito o 3 a 0 aos 62 minutos a equipa de NES diminuiu o ritmo e controlou o jogo a baixa rotação, limitando-se a deixar passar o tempo sem se cansar muito. Terminado o encontro o FC Porto somava 7 remates enquadrados, 70% de posse de bola e contabilizou em 61 as vezes que entrou na área adversária.

Destaques: 

Herrera - O pantinho feio do FC Porto foi a jogo para suplantar a saída de Brahimi que por estes dias disputa a CAN. Se nem sempre Herrera, é um jogador que encha as medidas ao menos exigente dos adeptos do dragão, ontem não foi o caso. O mexicano protagonizou seis passes para ocasião (um deles uma assistência), e acertou 86% dos passes que efectuou. Foi o jogador portista que mais vezes tocou na bola, e ainda ajudou nas tarefas defensivas, somando seis desarmes.

Marcano - Já são várias as vezes que, neste espaço, se dá destaque a Marcano e o espanhol merece-o. A transformação deste das últimas épocas para a atual não passam despercebidas a ninguém e temos neste momento um central seguro, confiante, que marca golos e que não dá qualquer hipótese a Boly de espreitar a titularidade.
Ontem, Marcano fez um golo, contabilizou 7 ações defensivas e venceu 75% dos duelos que dispotou.

O ovacionado regresso
Kelvin - Ontem deu ainda tempo para lançar Kelvin em jogo. Devo dizer que tenho grande expectativa em perceber de que forma Kelvin será aproveitado pelo FC Porto e aquilo que tem para oferecer à equipa, agora que é um jogador mais maduro que aquele que entrou para a história e para o coração dos adeptos, que ontem não se inibiram de o aplaudir efusivamente.
Esteve pouco mais de 20 minutos em campo, mas entrou com vontade. Fez dois passes para ocasião, entrou uma vez na área adversária e recuperou a posse de bola cinco vezes.

O campeonato vai, agora, entrar na segunda volta e com quatro pontos de atraso para o primeiro classificado, alcançar dos nossos objetivos é perfeitamente possível. Ao FC Porto pede-se que não desarme em nenhum momento e que a pressão ao nosso adversário seja constante. A consistência que não conseguiu ganhar em meia época terá de a conseguir agora para manter a chama acesa até final e vencermos o campeonato.

Venha de lá a segunda volta. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

"Paços" Trocados de um Clube na Defensiva

Numa semana em que a arbitragem esteve no centro das atenções, viu-se mais do mesmo num jogo fora de portas do FUTEBOL CLUBE do PORTO. No entanto, se na antevisão da partida de Paços de Ferreira, NUNO espírito santo tinha destacado a importância da consolidação defensiva, “podemos” concluir que o nulo foi um mal menor. No entanto, mais importante que falarmos do jogo de sábado, é tentarmos perceber o que se passa no nosso clube. Sim, porque o jogo e o resultado alcançado são mais um poço de questões que nunca vemos respondidas.

Ultimamente, e com razão, o nosso clube tem mostrado um enorme desagrado com as arbitragens. No entanto, a aparente pressão, é apenas feita através do Dragões Diário ou das abordagens bastante ténues do nosso treinador. Sábado, não nos podemos queixar do homem do apito, mas de nós mesmos, e é bom não esquecer que tal como os erros alheios continuarão, os nossos também ainda não pararam.

Muito perto do término da primeira volta, ou seja, praticamente a meio da época, ouço um técnico monocórdico dizer que é importante “consolidar processos defensivos” para depois tentar marcar. Não é assim. Não pode ser assim. O objetivo do FC PORTO tem que ser sempre marcar e ganhar jogos. Vimos um FC PORTO não sofrer golos em Tondela, em Belém e até em Setúbal e em 9 pontos possíveis somamos 3. Não sofremos golos também em Chaves e lá saímos precocemente da TAÇA DE PORTUGAL PLACARD. Até na TAÇA CTT (taça da liga) fomos a melhor defesa do grupo, mas também o último classificado (reconhecendo porém que a eliminação surgiu às custas de uma vergonhosa arbitragem em Moreira de Cónegos).

NUNO não está num VALENCIA CF onde luta para ir à europa, nem num RIO AVE FC que luta para evitar os últimos lugares e até chegar também às competições europeias, se quiserem. NUNO está sim num clube em que ganhar tem que ser uma obrigação, e esse “chip” ainda não foi mudado. Temos lacunas no plantel desde o início da época e as danças entre a bancada, o onze, o banco de suplentes e agora também a equipa “B” são uma constante e algo que não entendemos: ou talvez não seja para entender. Aliás, aos paços trocados de NUNO na gestão do plantel, podemos juntar os táticos também.

A ideia do 4x3x3 foi mudada a meio da pré temporada, uma pré temporada quanto a mim mal preparada. Silvestre VARELA, outrora dispensado, aparece sem exito como lateral. Entretanto desaparece e entra por exemplo na MATA REAL para ajudar a decidir uma partida. Entregamos perto de 7 milhões por willy BOLY um jogador para as “taças”, que até já foram à vida. Héctor HERRERA, tal como yacine BRAHIMI, tanto jogam a titular como passam para a bancada e não são opção. JOÃO CARLOS teixeira teve encostado praticamente toda a primeira volta e aparece de repente para fazer de OTÁVIO. ADRIÁN lópez passa de dispensado (e de uma possível venda) a “reforço” de última hora, joga, passa outra vez para a bancada e de novo a dispensado, juntamente com SÉRGIO OLIVEIRA e EVANDRO goebel. De ANDRÉ ANDRÉ quase nem me lembro. Já na frente, contratamos laurent DEPOITRE (para quem não vejo futuro no clube) e de repente aparece RUI PEDRO para tentar desbloquar um jogo.

Aliás, quando essas movimentações acontecem também na direção, é sinal que algo está mesmo mal. ANTERO henrique deu o lugar a LUÍS GONÇALVES, JOÃO PINTO passou a ser presença no banco, e agora até o team manager ACÁCIO VALENTIM abandona o clube para onde entrou há 20 anos. E a ver vamos se ficaremos por aqui.

Quanto ao último jogo, pouco tenho a dizer, até porque, para mim é o menos importante. Defendemos bem, aliás o FC PAÇOS DE FERREIRA não criou um lance de perigo. E mesmo sem um jogo brilhante (teve muito longe de o ser) criamos oportunidades quanto baste para marcarmos pelo menos um golo mas, mais uma vez, ANDRÉ SILVA (principalmente) e companhia estiveram longe de ser eficazes, alternando o azar, no mérito de rafael DEFENDI e a azelhice.

Infelizmente, não vejo com bons olhos o restante da época, uma época que tanto direção como equipa técnica têm abordado na “defensiva”. Há que atacar o que é importante, e se da parte da direção o importante neste momento é o mercado, que NUNO faça o que lhe compete e encare os jogos realmente para os ganhar. Espero sinceramente que a eliminatória com a AS ROMA não seja a única vitória da época. E pior que não voltarmos a ganhar é não darmos pelo menos um passo em frente. Aliás, em Paços, foram dois atrás.

Por Fábio Daniel Ferreira,
Muralha Azul
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